O problema é que pensamos
que não temos coragem. Por isso, todos nós devemos fazer com que ela se
manifeste.
Às vezes, bastam uns
gramas a mais de coragem para vencer.
Nunca abandones um desafio
nem te dês por vencido. Pára, repousa, para voltares a partir com mais coragem.
Não te deixes deprimir quando tudo parece não andar como deve ser: pára e
espera.
Em silêncio.
E a coragem voltará.
Estás à procura do lugar
certo onde encontrar a coragem?
Não está em lugar algum!
Está em ti! Está dentro de ti, sem exceção.
Ainda ninguém conhece com
precisão o enorme potencial do nosso cérebro.
Nunca nos esqueçamos de
que somos criaturas divinas, feitas «à imagem de Deus».
O medo prejudica, mas
também o não-medo é perigoso.
O não-medo é gerado pela
inconsciência, pela superficialidade e pela ignorância.
O não-medo pertence a
pessoas não responsáveis, infantis.
Frequentemente,
confundimos o não-medo com a coragem. Quando, por exemplo,
assistimos a uma discussão perigosa para a incolumidade, para a integridade e
segurança, de quem a desencadeia e dos outros, poderemos chamar a isso coragem?
Não.
A coragem não é não ter
medo.
Ao contrário, o não-medo
é dos inseguros, de quem se sente inferior.
Muitas vezes, atrás do
não-medo esconde-se precisamente o medo.
Medo da responsabilidade.
Ter demasiado medo ou não
ter medo de nada são duas faces da mesma moeda.
Em ambos os casos,
encontramo-nos perante uma pessoa que não quer viver a realidade.
Não é consciente.
Não quer conhecer a sua
humanidade, com os seus méritos e defeitos.
O medo existe para ser
superado e não para ser negado.
Esta diferença torna o
homem verdadeiro.
Valerio Albisetti
Psicólogo, professor universitário
In Felizes apesar de tudo, Paulinas

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