Pode surpreender mais uma nova decisão de Papa Francisco: ele "promoveu" um crítico do celibato. O "simples" bispo de Nottingham, na Inglaterra, Malcolm McMahon, de 64 anos, foi nomeado novo arcebispo de Liverpool.
Numa entrevista ao jornal The Daily Telegraph (www.telegraph.co.uk/news/religion/3406108/Catholic-Church-has-no-reason-to-stop-priests-from-marrying-says-leading-bishop.html), em 2008, McMahon disse que não via nenhum motivo para proibir os padres católicos de se casarem. É uma questão de disciplina, em vez de doutrina e, por isso, poderia ser modificada. E aludiu que, especialmente na Grã-Bretanha, onde inúmeros convertidos da Igreja Anglicana, casados, atuam como padres católicos, o celibato parece ser algo injusto. «É uma questão de justiça para aqueles homens que querem ser sacerdotes e ter uma esposa. O casamento não deve impedi-los da sua vocação, mas eles devem casar antes de serem ordenados. É uma questão de justiça também para as comunidades, privadas da Eucaristia, porque não há número suficiente de sacerdotes.»
E, tomando o exemplo dos anglicanos, disse que os padres casados trariam «uma grande experiência sobre a vida em família» ao seu ministério.
Em 2004, ele já afirmara ao jornal Independent: «Se me pergunta ‘A Igreja pode mudar as suas leis sobre o celibato?’, então a minha resposta é ‘sim’, a qualquer momento do próximo papado.» E acrescentou: «A minha opinião é de que há uma grande causa pela ordenação de homens casados – mas eles devem ser casados e constituir família antes de serem ordenados.»
A sua posição critica do celibato obrigatório é conhecida desde 2001.
A sua posição critica do celibato obrigatório é conhecida desde 2001.

Comentários
Enviar um comentário