Discurso do Papa Francisco à Associação Corallo, rede de comunicação, em Itália
Papa Francisco recebeu, no final da manhã de sábado, 22 de março, na Sala Clementina, no Vaticano, cerca de 400 membros da Associação “Corallo”, uma rede de comunicação na Itália. A eles disse:
“Agradeço o trabalho que vocês fazem: buscar a verdade com a comunicação social. Mas não só a verdade! Verdade, bondade, beleza, as três coisas juntas. O vosso trabalho deve desenvolver-se nestes três caminhos: o caminho da verdade, o caminho da bondade e o caminho da beleza. Mas verdades, bondades e belezas que sejam consistentes, que venham de dentro, que sejam humanas. E, no caminho da verdade, nos três caminhos, podemos encontrar erros, e mesmo armadilhas.»
«Estejam atentos:
para não se tornarem intelectuais sem inteligência.
para não se tornarem eticistas sem bondade.
para não fazer aquilo que se faz frequentemente, “maquilhar” a beleza, buscar os cosméticos para fazer uma beleza artificial que não existe.»
«A verdade, a bondade e a beleza é como vem de Deus e estão no homem. E este é o trabalho da mídia, o vosso trabalho.»
«Mas existem também os pecados da comunicação social!
São aqueles que seguem pelo caminho da mentira e são três: a desinformação, a calúnia e a difamação.
Estes dois últimos são graves, mas não tão perigosos como o primeiro.
A calúnia é pecado mortal, mas pode esclarecer-se e chegar a conhecer que aquela é uma calúnia.
A difamação é um pecado mortal, mas pode-se chegar a dizer: «Esta é uma injustiça, porque esta pessoa fez aquela coisa naquele tempo, depois se arrependeu, mudou de vida.»
Mas a desinformação é dizer a metade das coisas, aquilo que para mim é mais conveniente e não dizer a outra metade. E assim, a partir daquilo que vejo na TV ou que escuto na rádio, ou leio, não posso fazer um juízo perfeito, pois não tenho os elementos e não nos dão estes elementos.
«Mas existem também os pecados da comunicação social!
São aqueles que seguem pelo caminho da mentira e são três: a desinformação, a calúnia e a difamação.
Estes dois últimos são graves, mas não tão perigosos como o primeiro.
A calúnia é pecado mortal, mas pode esclarecer-se e chegar a conhecer que aquela é uma calúnia.
A difamação é um pecado mortal, mas pode-se chegar a dizer: «Esta é uma injustiça, porque esta pessoa fez aquela coisa naquele tempo, depois se arrependeu, mudou de vida.»
Mas a desinformação é dizer a metade das coisas, aquilo que para mim é mais conveniente e não dizer a outra metade. E assim, a partir daquilo que vejo na TV ou que escuto na rádio, ou leio, não posso fazer um juízo perfeito, pois não tenho os elementos e não nos dão estes elementos.
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