FERNANDO FÉLIX,
presidente
Editorial do boletim «Espiral»
Por vontade dos sócios da
Associação Fraternitas Movimento, exerço, desde abril de 2011, a função de
Presidente. Sou o quarto coordenador deste Movimento, juntamente com Urtélia Silva, secretária, António Duarte, tesoureiro, Judite Paiva, vice-presidente, e desta direção também fizeram parte Fernando Neves, ex-tesoureiro, e Luís Cunha, ex-vice-presidente (ambos cessantes por motivos de saúde).
Em abril, na Assembleia Geral marcada para dia 25, no decurso do 36.º Encontro Nacional, será eleita a nova direção.
Os membros da Fraternitas somos padres casados,
dispensados do exercício do ministério, e formamos famílias sacerdotais com as
nossas mulheres. Estimamos o sacerdócio. Valorizamos os sacerdotes. Apoiamos a
fidelidade à vocação recebida de Deus. Temos o celibato como dom de Deus para o
cumprimento de uma missão. Somos, igualmente, sensíveis à nova situação
daqueles que pediram dispensa das obrigações sacerdotais e abraçaram uma nova
condição de vida. Uns, porque crêem que era hora de corrigir um caminho
vocacional equivocado, outros porque estão convictos de que é possível
coexistirem o sacerdócio casado e o sacerdócio célibe. Sabemos que nem sempre
são felizes, porque precisam de apoio. E, por outro lado, também aqueles que
encontraram paz na nova condição gostam de partilhar as suas alegrias e de
ajudar quem precisa de ajuda.
Graças ao Cónego Filipe
Figueiredo, a Fraternitas nasceu com seis objetivos (aprovados pela Conferência
Episcopal Portuguesa na Assembleia Plenária de 2 a 5 de maio de 2000):
1. Ajudar espiritualmente
os seus membros, proporcionando-lhes um espaço de encontro fraterno e
acolhedor, onde se possam sentir compreendidos e encorajados;
2. Fomentar a amizade, a
convivência e a solidariedade entre todos os seus membros;
3. Apoiar os membros que
se encontrem em dificuldades de qualquer ordem;
4. Estudar em Igreja
formas de colaboração visando o aproveitamento das capacidades e
potencialidades dos seus membros, nomeadamen-te nas áreas da ação social e da
educação religiosa e cívica, bem como em atividades pastorais consentâneas com
a sua situação;
5. Proporcionar apoio
espiritual aos padres que deixaram o ministério e de modo particular aos que
ainda não regularizaram a sua situação;
6. Memorar
espiritualmente os membros falecidos e diligenciar assistência material e
espiritual aos seus familiares.
Para os cumprir, a
Fraternitas: organiza retiros; realiza encontros-convívio; colabora em cursos,
palestras e atividades culturais e teológicas; promove ações sociais; publica o
boletim Espiral e marca presença na Internet; colabora com a comunicação social
e com entidades eclesiais.
Objetivos cumpridos?
Conhecemos e ouvimos
falar de padres diocesanos e de membros de congregações religiosas que pediram
a dispensa das obrigações sacerdotais ou que iniciaram o processo ou, mais
recentemente, que se autodispensam… Será útil apresentar-lhes a Fraternitas?
E nós, como nos vemos
como Associação, e como Movimento? Continuamos a sentir-nos família, a ser
apoiados? Gostamos de partilhar com os demais membros as graças recebidas?
O «Espiral» n.º 51 é quase uma
carta longa.
Precisamos que abram o vosso coração no 36.º Encontro Nacional, em
Fátima, de 24 a 26 de abril. Participem! Façam-se presentes!
Espiral 51 from Fraternitas
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