É “bom” e está “bem” o que convém aos que têm o poder de fixar o que é bom e está bem. Por exemplo, o que é bom e está bem é uma ditadura, e não uma democracia. Por isso, as leis, os direitos, os privilégios..., tudo isso muda segundo as conveniências de quem tem a faca e o queijo na mão. E em última instância, em uma democracia, não é a mesma coisa se quem está no poder é a esquerda ou a direita. Assim como também não é a mesma coisa governar num regime democrático com maioria absoluta ou tendo que fatiar as decisões para alcançar e manter os pactos com quem pode dar os votos necessários para aprovar determinada lei. Tudo isso é do conhecimento de todos. Mas, muita gente não se dá conta de que isto mostra claramente até que ponto o “bem” e o “mal” dependem de quem tem o poder necessário para decidir e impor o que é bom e o que é mal.
A “bondade” é outra coisa. A bondade é sempre “relacional”. É na relação com os outros, sobretudo na relação com os que menos podem me retribuir, onde mais e melhor se detecta quem age não para conseguir o “bem”, mas porque a “bondade” lhe brota das entranhas. Eu já disse e repito: “o espelho do comportamento ético não é a própria consciência, mas o rosto de quem convive comigo”. E consta que, ao menos assim como eu vejo este assunto, a “bondade” não é a mesma coisa que o “buenismo”. Porque uma bondade que não está edificada sobre a verdade, a justiça, a honradez, a sinceridade e a transparência, não é bondade, mas hipocrisia pura e dura.
Por isso, exatamente pelo que acabo de dizer, em um livro que publiquei há alguns dias, A laicidade do Evangelho, escrevi o seguinte: “A genialidade de Jesus e de seu Evangelho consistiu em deslocar o centro do fato religioso. A vida de Jesus, e o cume daquela vida, que foi sua morte, constituíram o deslocamento do fato central e determinante da religião. Este fato que, desde as suas origens, foi o sacrifício ‘ritual’, ficou transformado pelo sacrifício ‘existencial’”.
“Jesus, com efeito, nem durante sua vida, nem em sua morte, ofereceu “rito” algum. O que Jesus ofereceu foi sua própria “existência”, que foi, em todos os momentos, uma existência para os outros. Por isso se pode (e se deve) afirmar, com todo o direito, que Jesus deslocou o centro da religião. Esse centro deixou de ser o ritual sagrado, com suas cerimónias, seu templo, seu altar e seus sacerdotes e passou a ser o comportamento ético de uma vida que, desde a própria humanidade, contagia humanidade, e desde a sua própria felicidade, contagia felicidade. Desta maneira, a bondade ética substituiu o ritual religioso.”
Nada mais – e nada menos – que isto, é o que nos ficou da religião. E é nisto que se deve centrar a tarefa da Igreja. Na minha maneira de ver as coisas, é exatamente isto que o atual Bispo de Roma, o Papa Francisco, colocou em ação. E por isto, porque o caminho que empreendeu é tão novo quanto desconcertante, eu me pergunto se não temos dificuldades para entendê-lo porque, no fundo, o que não conseguimos entender (e nos dá medo entendê-lo) é a laicidade do Evangelho. O Bispo Francisco não acredita no “bem”. Seu projeto de vida, de Igreja e de futuro é a “bondade”. Porque só a bondade é digna de fé. Em suma, a bondade não é nada mais – e nada menos – que viver de tal maneira que quem vive comigo, seja quem for, se sinta bem. Esta é a bondade que eu desejo.
Reflexão do teólogo José María Castillo, no seu blogue Teología sin Censura, 18-05-2014.
A tradução é de André Langer.

Uau, é bom estar de volta com meu ex novamente, obrigado Dr. Ekpen pela ajuda, eu só quero que você saiba que está lendo este post, caso você esteja tendo problemas com seu amante e esteja levando ao divórcio e você não quer o divórcio, o Dr. Ekpen é a resposta para o seu problema. Ou você já está divorciado e ainda deseja que ele entre em contato com o Dr. Ekpen, o lançador de feitiços agora (ekpentemple@gmail.com) e ficará feliz por ter feito isso
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