Houve uma reunião no dia 11de outubro, com 29 presenças, que chegaram a algumas propostas.
Motivações principais
Ouvir não cristãos que
nos digam o que os preocupa e o que esperam da comunidade cristã que vive neste
território. Ouvi-los [2 ou 3 em cada sessão que apelidámos de “mesas” – já que
não comem (comungam) connosco, pelo menos convidamo-los a sentarem-se à mesa!]
num espaço público, sem debate nem contraditório. Assim respondemos ao desafio
do Sínodo Diocesano, tendo como referência a EG e os passos da sua leitura
propostos no calendário sinodal.
As mesas serão temáticas, embora em sentido amplo,
e delas se fará síntese escrita. A partir dessa síntese (ou, mais simplesmente,
do que ouviram), pessoas, comunidades e grupos cristãos poderão aprofundar a
reflexão em círculos mais restritos e/ou procurar encontrar as práticas cristãs
que respondam aos desafios que lhes pareceram mais significativos. Quer as
sínteses quer as reflexões posteriores devem ser enviadas ao secretariado do
Sínodo.
Esta iniciativa situa-se (pelo menos num primeiro momento) no campo das perguntas e das interrogações. As
respostas deverão ser procuradas em grupos que se venham a formar com esse
intuito expresso, em circuitos comunitários já existentes, ou por quaisquer
outras formas. Não descartamos a hipótese de, no final do primeiro trimestre de
2015, voltarmos a ponderar se este grupo organizador deve propor método para
convidar os cristãos que participaram deste processo de escuta a envolverem-se
na procura de tais respostas. Também podemos pensar desde já em convidar outras
pessoas para debater em pequeno grupo estas mesmas questões.
Nada nesta iniciativa é exclusivo
ou autossuficiente.
Não se sobrepõe a outras iniciativas no âmbito do Sínodo e só produzirá frutos
se incentivar outras reflexões e ações. Entendemos a escuta que propomos como
um primeiro passo. E esperamos conseguir convocar cristãos que de outra forma
passariam ao lado da dinâmica sinodal.
Pedagogia da escuta – a escuta
como aprendizagem e como encontro com o mistério
Ouvir as preocupações, as
inquietações e as expetativas de quem se posiciona como exterior à Igreja.
Convocá-los a partilhar connosco resposta a esta pergunta: o que esperas da
Igreja que está neste território? Escutar num contexto laical e pouco
eclesiástico. Escutar, não por ser isotérico ou moderno, mas por que esse é o
lugar do encontro com o mistério de Deus. Escutar de forma consequente, i. é,
alterar o nosso modo de pensar e viver a fé a partir do que se valoriza naquilo
que se escutou, embora sem que as resposta sejam formuladas no próprio momento
da escuta.
Esta é uma iniciativa “de saída”, tal como sugere a exortação EG,
procurando que a dinâmica do Sínodo não fique fechada nas estruturas, nos
grupos que já existem, ou nos que no interior da Igreja se venham a constituir.
Responder ao apelo do Papa: estar nas franjas e nas fronteiras internas e
ensaiar novos modos de dizer a fé e realizar comunidade;
Afirmar que para os cristãos o mundo é interlocutor, não inimigo;
que é através dos nossos concidadãos que Deus nos fala; que ouvir a sua voz não
é uma tática, faz parte da missão constitutiva da Igreja; que ouvir vozes
diferentes ajuda a nossa identidade, assim como escutar as suas interrogações e
aceitar a importância daquilo pelo qual se estão batendo.
Criar a possibilidade de dizer aos cidadãos desta grande cidade que
o que eles vivem, pensam, sentem e anseiam é o que nos importa.
Uma iniciativa na cidade
entendida como conjunto
A Igreja diocesana é uma comunidade na cidade e não um
conjunto de quintarolas, numa cidade cheia de pessoas sós, com muita gente
ansiosa por parar para escutar e por ser escutada, uma cidade com muitos
heterónimos. Esta iniciativa tem também em conta a possibilidade de
envolver cristãos que poderiam permanecer exteriores (espetadores) à dinâmica
do Sínodo.
Deus ainda tem alguma
coisa a dizer a esta cidade? Mesmo que não seja esta a pergunta que
formulamos a quem convidaremos, é a ela que somos desafiados a responder.
Muitos são os debates, seminários
e conferências que pululam na nossa cidade, por isso ter em atenção que não
vale a pena repetir o que outros fazem. Incluir gente que vive a
condição que queremos escutar. Escolher locais que permitam a participação de
pessoas que não costumam aparecer nestas iniciativas. Escolher local
significativo para o tema da mesa.
Uma iniciativa centrada na responsabilidade
pessoal do(a) cristão(ã)
Se esta iniciativa é
protagonizada por um grupo, ela convoca sobretudo a responsabilidade pessoal de
cada batizado e a vontade de criar grupo, ou de dinamizar os já existentes,
para refletir e desenhar pistas de ação e vida que respondam aos desafios da EG
e do que nos for dito neste processo de escuta.
Vários aspetos práticos
Dia / hora / ritmo:
Quintas-feiras, das 19h00 às 21h00, uma vez por mês, começando em Janeiro 2015
Local: Salão de Inverno do São Luís, Museu da Música, São
Jorge, Fórum Lisboa, um sítio significativo para o tema, Cova da Moura, um
sítio laico, um dos locais escolhidos ser fora de Lisboa.
Temas das mesas: Pobreza,
desemprego, questões sociais; urbanismo, política e governo da cidade; cultura,
convicções (acreditar contribui para a vida pessoal e social?); Pertenças
territoriais e pertenças identitárias; novos estilos de vida e novos tipos de
relações.
Possíveis convidados:
enviar sugestões para sinevoc@gmail.com
Questões em aberto: criar
logótipo, blog, facebook? Projetar nas sessões pequenos filmes com expetativas
de pessoas da rua?
António e Jorge
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