A Fraternitas apoia e insere-se na dinâmica que vai escutar vozes de fora da Igreja sobre o papel da Igreja e dos cristãos, a propósito do Sínodo do Patriarcado de Lisboa


Escutar a Cidade é um convite a que os católicos da diocese de Lisboa se deixem interrogar por pessoas que, vivendo no mesmo tecido social, mas não partilhando a condição de pertença eclesial, enunciem uma reflexão pertinente sobre aspetos decisivos da sociedade, da economia, da cultura e dos modos de vida que marcam o território da diocese.

Escutar a Cidade propõe que desta vez seja a sociedade a tomar a palavra para exprimir as suas inquietações e a sugerir o que espera das comunidades crentes que habitam a diocese. Neste processo cabe aos católicos ouvirem, acolherem e meditarem no que lhes é comunicado, na esperança de que, ao longo do trajeto sinodal, tenham presente os desafios apresentados e se sintam motivados a ir ao seu encontro, formulando respostas para tais reptos.

Escutar a Cidade quer sublinhar a importância incontornável da vida, das preocupações, alegrias e esperanças de todos quantos habitam o território da diocese como lugares inescapáveis a partir dos quais Deus chama à conversão e à ação. Convocados para um Sínodo cuja última etapa terá lugar em novembro de 2016, cabe aos cristãos sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias. Sair do templo e perder-se na cidade, não é, para os crentes, uma moda ou uma opção. É o modo próprio de viver a sua fé, no acolhimento, no conhecimento e no serviço a quantas e quantos habitam a cidade, numa dinâmica de cidadania partilhada e escuta recíproca.


Escutar a Cidade é uma iniciativa pública de comunidades, movimentos, organizações e grupos católicos envolvidos no Sínodo da Diocese de Lisboa, aberta à participação de todos e que se desenvolve durante o primeiro semestre de 2015. De Janeiro a Junho, ao fim da tarde de uma quinta-feira, uma vez por mês, convidamos três a quatro pessoas a partilharem a sua reflexão connosco. Os temas a abordar serão, entre outros: território, quotidiano e modos de vida; política, participação e democracia; pobreza, emprego e crise financeira; linguagens, espiritualidades, sexualidades e convicções. As sínteses de cada encontro serão entregues ao secretariado do Sínodo e poderão ser pontos de partida para reflexões posteriores de grupos e comunidades que assim o pretendam. 

O grupo, nascido informalmente, inclui Jorge Wemans, Conceição Moita, Alfredo Teixeira, Henrique Joaquim (Com. Vida e Paz), Helena Valentim (prof. na Nova e integrante do Graal), Paulo Pires do Vale (prof. na UCP e curador) e António Ludovino (membro da Acção Católica Rural, da zona Oeste).

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