A todos, um 2015 cheio da ternura do Menino de Belém, em Família, com Justiça, Fraternidade, Solidariedade e muita Paz
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Do Natal recolhemos para o ano novo de 2015: sentimentos de família, fraternidade, solidariedade e paz a que as pessoas não podem ficar indiferentes.
Como festa da família que é, o Natal obriga toda a gente a construir lares unidos e com um mínimo de condições para viverem com dignidade. Por isso, neste Natal, vejo-me obrigado a olhar para o que o Papa Francisco disse no Parlamento Europeu: ‘Uma das doenças de hoje é a solidão, típica de quem está privado de vínculos. Vemo-la particularmente nos idosos, muitas vezes abandonados à sua sorte, bem como nos jovens privados de pontos de referência e de oportunidades para o futuro; vemo-la no olhar perdido dos imigrantes que vieram para cá à procura de um futuro melhor’. Quase no fim, o Papa Francisco afirmou com coragem: ‘É necessário enfrentar juntos a questão migratória. Não se pode tolerar que o Mar Mediterrâneo se torne um grande cemitério!’
O Natal é festa de fraternidade, pois somos todos irmãos do Menino que nasceu em Belém. Por isso, não faz sentido excluir ninguém, perseguir quem não tem a nossa religião. A liberdade religiosa é um direito humano, espezinhado em muitos países do mundo. O Papa Francisco denunciou no Parlamento Europeu: ‘Não podemos deixar de recordar aqui as numerosas injustiças e perseguições que se abatem diariamente sobre as minorias religiosas, especialmente cristãs, em várias partes do mundo. Comunidades e pessoas estão a ser objeto de bárbaras violências: expulsas de suas casas e pátrias; vendidas como escravas; mortas, decapitadas, crucificadas e queimadas vivas, sob o silêncio vergonhoso e cúmplice de muitos’.
A solidariedade obriga-nos a partilhar e a construir um mundo novo tendo como base a justiça. O Papa Francisco afirmou: ‘Não se pode tolerar que milhões de pessoas no mundo morram de fome, enquanto toneladas de produtos alimentares são descartadas diariamente das nossas mesas’.
Natal é festa de Paz. O Papa Francisco, no Conselho da Europa, lembrou: ‘O caminho privilegiado para a paz é reconhecer no outro, não um inimigo a combater, mas um irmão a acolher’.
A todos, um 2015 cheio da ternura do Menino de Belém, em Família, com Justiça, Fraternidade, Solidariedade e muita Paz.
P.e Tony Neves, missionário espiritano

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