Sabemos da relevância na Bíblia (Antigo e Novo Testamento) do Conselho dos Anciãos. Eram sempre consultados para as grandes decisões. Grande papel tiveram também na génese e organização das comunidades nascidas da pregação de Paulo no Império Romano.
Também a Fraternitas muito deve aos seus venerandos anciãos. Aqui e agora destacamos dois deles a quem a nossa fraternal Associação muito deve:
1 - Manuel Alves de Paiva (à direita na foto), que, com 92 anos, feitos no dia 12 de agosto, tem exercido com brilho o ofício de secretário das Assembleias Gerais. A ele devemos, entre outras coisas, palavras de ânimo e de humor, de que ele é exímio mestre.
2 - Artur Cunha de Oliveira (à esquerda na foto), também já com 90 anos, feitos a 30 de setembro, e que continua a brindar-nos, como sempre fez, com a publicação de livros e cartas primorosas na forma e no conteúdo, como esta de que publicamos um excerto:
«Julgamos necessário clarificar o seguinte: “movimento” de onde e para onde, ou para quê? É que se for para os fins constantes do artigo 4.º dos Estatutos, já os assumimos e continuaremos a assumir enquanto Fraternitas. Agora, como “movimento”, importa saber «para quê?». Ou seja: Quais os novos objetivos? Ousamos aventar aqui uma hipótese, que parte em princípio da linha profética que constituímos – o nosso profetismo (mais que evidente para quem tem olhos limpos e de ver) consistiu na nossa fidelidade à Igreja. Não cremos que alguém, e sobretudo a Hierarquia, nos possam acusar de falta nesse tanto. Mas, ficarmo-nos apenas por aí, quando há tanta falta de profetismo na Igreja portuguesa de hoje e quando o Papa Francisco nos aponta de mil maneiras para isso? Que dizer do ecumenismo, que não vemos quem o pratique sistematicamente na Igreja? E da realização de “Átrios dos Gentios”, quando é tamanha a necessidade de ouvirmos quem não tem fé (e porventura a procura), quando se torna urgente evidenciar a “Alegria do Evangelho”?»
ANTÓNIO DUARTE, tesoureiro e vogal

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