A cura dos enfermos por parte de Cristo convida-nos a
refletir sobre o sentido e o valor de doença.
[…]
A obra salvífica de Cristo não termina com a sua pessoa e no
arco de sua vida terrena; continua mediante a Igreja, sacramento do amor e da
ternura de Deus para com os homens. Enviando em missão seus discípulos, Jesus
confere a eles um duplo mandato: anunciar o Evangelho da salvação e curar os
enfermos (cf. Mt 10,7-8). Fiel a este ensino, a Igreja sempre considerou a
assistência aos doentes parte integrante da sua missão.
“Pobres vós tereis sempre convosco”, adverte Jesus (cf. Mt
26,11), e a Igreja continuamente os encontra pelo caminho, considerando os
enfermos uma via privilegiada para encontrar Cristo, para acolhê-lo e servi-lo.
Curar um doente, acolhê-lo, servi-lo, é servir Cristo: o doente é a carne de
Cristo.
Isso também acontece no nosso tempo, apesar dos avanços da
ciência, o sofrimento interior e físico das pessoas suscita fortes
interrogações sobre o sentido da doença e da dor e do porquê da morte. Trata-se
de perguntas existenciais, às quais a ação pastoral da Igreja deve responder à
luz da fé, tendo diante dos olhos o Crucifixo, o qual revela todo o mistério
salvífico de Deus Pai, que por amor aos homens não poupou o seu próprio Filho
(Rm 8,32). Portanto, cada um de nós é chamado a levar a luz do Evangelho aos
que sofrem e aos que os assistem, parentes, médicos e enfermeiros, para que o
serviço ao doente seja realizado sempre mais com humanidade, com dedicação
generosa, com amor evangélico, com ternura. A Igreja, através de nossas mãos,
acaricia os nossos sofrimentos e cura as nossas feridas, e o faz com a ternura
de uma mãe.
Rezemos a Maria, Saúde dos enfermos, para que cada pessoa na
doença possa experimentar, graças à solicitude de quem lhe está próximo.

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