«Enfermos, uma via privilegiada para encontrar Cristo» (Papa Francisco)


A cura dos enfermos por parte de Cristo convida-nos a refletir sobre o sentido e o valor de doença.
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A obra salvífica de Cristo não termina com a sua pessoa e no arco de sua vida terrena; continua mediante a Igreja, sacramento do amor e da ternura de Deus para com os homens. Enviando em missão seus discípulos, Jesus confere a eles um duplo mandato: anunciar o Evangelho da salvação e curar os enfermos (cf. Mt 10,7-8). Fiel a este ensino, a Igreja sempre considerou a assistência aos doentes parte integrante da sua missão.

“Pobres vós tereis sempre convosco”, adverte Jesus (cf. Mt 26,11), e a Igreja continuamente os encontra pelo caminho, considerando os enfermos uma via privilegiada para encontrar Cristo, para acolhê-lo e servi-lo. Curar um doente, acolhê-lo, servi-lo, é servir Cristo: o doente é a carne de Cristo.

Isso também acontece no nosso tempo, apesar dos avanços da ciência, o sofrimento interior e físico das pessoas suscita fortes interrogações sobre o sentido da doença e da dor e do porquê da morte. Trata-se de perguntas existenciais, às quais a ação pastoral da Igreja deve responder à luz da fé, tendo diante dos olhos o Crucifixo, o qual revela todo o mistério salvífico de Deus Pai, que por amor aos homens não poupou o seu próprio Filho (Rm 8,32). Portanto, cada um de nós é chamado a levar a luz do Evangelho aos que sofrem e aos que os assistem, parentes, médicos e enfermeiros, para que o serviço ao doente seja realizado sempre mais com humanidade, com dedicação generosa, com amor evangélico, com ternura. A Igreja, através de nossas mãos, acaricia os nossos sofrimentos e cura as nossas feridas, e o faz com a ternura de uma mãe.


Rezemos a Maria, Saúde dos enfermos, para que cada pessoa na doença possa experimentar, graças à solicitude de quem lhe está próximo.

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