É o mundo da tecnologia - qualquer bebé de 12 meses consegue mexer num iPad, qualquer miúdo de 5 anos liga sozinho um computador para jogar, qualquer adolescente passa o dia no facebook ou no twitter.
É o mundo dos cuidados de saúde diferenciados, em que o acesso a um médico ou a medicamentos, a cuidados de saúde em geral são excelentes.
Mas tomam-se antibióticos para qualquer constipação, e as mezinhas das avós, que resolviam as doenças quando éramos pequenos foram (quase) esquecidas.
É o mundo dos estranhos - ninguém sabe o nome do vizinho do lado, nem do de cima.
No mundo de vizinhos, "as vizinhas" passavam o dia à janela e sabiam sempre tudo. Conheciam de cor e salteado todos os vizinhos da rua, e quem sabe do bairro. Se fosse preciso, as crianças ou os idosos ficavam na casa ou ao cuidado da vizinha de baixo enquanto os pais (adultos) iam tratar de alguma coisa e não era preciso pagar a uma baby-sitter. E ia-se pedir ovos e salsa ao de cima. E brincava-se com os miúdos do bairro e passava-se o tempo na casa uns dos outros.
É o mundo dos amigos virtuais - depois da escola, é mais fácil hoje recorrer à Internet e pôr a conversa em dia nas redes sociais.
Todavia, também há quem se encontre na rua para brincar depois das aulas. Ou na casa de um. Ou no parque. E lá rola a bola, e as trotinetas, e se brinca às escondidas...
É o mundo dos perigos - quase ninguém pensa em deixar miúdos sozinhos na rua nem os manda à outra ponta do bairro comprar pão, porque vemos as notícias e sabemos que o perigo espreita a cada esquina.
Mas, não há muito tempo, ainda fazíamos recados aos pais, íamos à padaria e à mercearia mesmo quando ainda sabíamos contar mal - e tínhamos sempre muito cuidado nos trocos. Íamos sozinhos visitar a avó ou a amiga que morava ali perto. E o senhor da mercearia dava-nos rebuçados e nós gostávamos de lá ir.
Mas, não há muito tempo, ainda fazíamos recados aos pais, íamos à padaria e à mercearia mesmo quando ainda sabíamos contar mal - e tínhamos sempre muito cuidado nos trocos. Íamos sozinhos visitar a avó ou a amiga que morava ali perto. E o senhor da mercearia dava-nos rebuçados e nós gostávamos de lá ir.
É o mundo dos brinquedos - o mundo onde todas as crianças, aos 5 anos, já não têm sítio para pôr tanta barbie e bebés e peluches, porque os brinquedos são baratos, made in china e de desgaste rápido, e toda a gente quer compensar a ausência e a distância com coisas materiais. E eles têm pouco cuidado com os brinquedos porque sabem que se compram mais.
É o mundo do dinheiro - o mundo onde não somos donos do nosso próprio destino, onde não se dá valor a quem trabalha. O mundo em que as escolas têm horários incompatíveis com os empregos, têm turmas com um número excessivo de alunos e falta de professores (que estão no desemprego). É o mundo em que há famílias a passar fome, mas em que o estado salva bancos e clubes.
É o mundo que rebaixa Deus e a religião - o mundo onde se diz que civilização é não ter fé, ou onde cada um tem e vive a sua fé (muitas vezes identificando deus com energias cósmicas); ou, no oposto, onde os ultrareligiosos criam tantas leis para aceder a Deus que a maioria fica de fora.
É - felizmente - também o mundo onde a fé é transmitida de geração em geração e a oração que Jesus ensinou - o Pai-Nosso - é vivido nessa relação pessoal e íntima com Deus e com os outros.
É o mundo que rebaixa Deus e a religião - o mundo onde se diz que civilização é não ter fé, ou onde cada um tem e vive a sua fé (muitas vezes identificando deus com energias cósmicas); ou, no oposto, onde os ultrareligiosos criam tantas leis para aceder a Deus que a maioria fica de fora.
É - felizmente - também o mundo onde a fé é transmitida de geração em geração e a oração que Jesus ensinou - o Pai-Nosso - é vivido nessa relação pessoal e íntima com Deus e com os outros.

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