BEM: Quem deseja viver com dignidade e em plenitude, não tem outro caminho senão reconhecer o outro e buscar o seu bem. O Evangelho convida, antes de tudo, a responder a Deus que nos ama e salva, reconhecendo-o nos outros.
CRISE: A crise financeira que atravessamos faz-nos esquecer que, na sua origem, há uma crise antropológica profunda: a negação da primazia do ser humano, reduzindo-o apenas a uma das suas necessidades: o consumo.
DIGNIDADE: Um ser humano é sempre sagrado e inviolável, em qualquer situação e em cada etapa do seu desenvolvimento. É fim em si mesmo, e nunca um meio para resolver outras dificuldades.
ÉTICA: Com a negação de toda a transcendência, produziu-se uma crescente deformação ética, um enfraquecimento do sentido do pecado pessoal e social e um aumento progressivo do relativismo, provocando uma desorientação generalizada.
- FAMÍLIA: A família atravessa uma crise cultural profunda, como todas as comunidades e vínculos sociais. No caso da família, a fragilidade dos vínculos reveste-se de especial gravidade porque se trata da célula básica da sociedade.
GLOBALIZAÇÃO: Como filhos desta época, todos estamos de algum modo sob o influxo da cultura globalizada atual, que, sem deixar de apresentar valores e novas possibilidades, pode também limitar-nos, condicionar-nos e até mesmo abater-nos.
HUMANIDADE: Amamos este magnífico planeta, onde Deus nos colocou, e amamos a humanidade que o habita, com todos os seus dramas e cansaços, com os seus anseios e esperanças, com os seus valores e fragilidades.
INJUSTIÇA: Assim como o bem tende a difundir-se, assim também o mal consentido, que é a injustiça, tende a expandir a sua força nociva e a minar, silenciosamente, as bases de qualquer sistema político e social, por mais sólido que pareça.
JESUS CRISTO: Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo.
LIBERDADE: Um são pluralismo, que respeite verdadeiramente aqueles que pensam diferente e os valorizem como tais, não implica uma privatização das religiões, com a pretensão de as reduzir ao silêncio e à obscuridade da consciência de cada um.
MISERICÓRDIA: A Igreja deve ser o lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho.
NECESSIDADES: Numa civilização paradoxalmente ferida pelo anonimato e, simultaneamente, obcecada com os detalhes da vida alheia, a Igreja tem necessidade de um olhar solidário para contemplar, comover-se e parar diante do outro.
OUTROS: Sair de si mesmo para se unir aos outros faz bem. Fechar-se em si mesmo é provar o veneno amargo do imanentismo e a humanidade perderá com cada opção egoísta que fizermos. O único caminho é aprender a encontrar os demais.
PALAVRA: A melhor motivação para se decidir a comunicar o Evangelho é contemplá-lo com amor, é deter-se nas suas páginas e lê-lo com o coração. Se o abordamos desta maneira, a sua beleza deslumbra-nos e volta a cativar-nos.
QUERIGMA: No próprio coração do Evangelho aparece a vida comunitária e o compromisso com os outros. O conteúdo do primeiro anúncio tem uma repercussão moral e social imediata, cujo centro é a caridade.
RESPONSABILIDADE: Quase sem nos darmos conta, tornamo-nos incapazes de nos compadecer ao ouvir os clamores alheios nem nos interessamos por cuidar deles, como se tudo fosse uma responsabilidade de outrem que não nos incumbe.
SOFRIMENTO: A cidade dá origem a uma espécie de ambivalência permanente, porque, ao mesmo tempo que oferece aos seus habitantes infinitas possibilidades, interpõe também numerosas dificuldades ao pleno desenvolvimento da vida de muitos.
TÉCNICA: A sociedade técnica teve a possibilidade de multiplicar as ocasiões de prazer; no entanto ela encontra dificuldades grandes no engendrar também a alegria. O grande risco do mundo atual é uma tristeza individualista que brota do coração.
UNIDADE: É o Espírito Santo, enviado pelo Pai e o Filho, que transforma os nossos corações e nos torna capazes de entrar na comunhão perfeita da Santíssima Trindade, onde tudo encontra a sua unidade e se constrói a comunhão e a harmonia.
VALORES: A sociedade conduz-nos a uma tremenda superficialidade no momento de enquadrar as questões morais. Torna-se necessária uma educação que ensine a pensar criticamente e ofereça um caminho de amadurecimento nos valores.
XADREZ: Para avançar nesta construção de um povo em paz, justiça e fraternidade, há quatro princípios: o tempo é superior ao espaço, a unidade prevalece sobre o conflito, a realidade é mais importante do que a ideia, o todo é superior à parte.
ZELO: Ninguém pode sentir-se demitido da preocupação pelos pobres e pela justiça social. A conversão espiritual, a intensidade do amor a Deus e ao próximo, o zelo pela justiça e pela paz, o sentido evangélico dos pobres e da pobreza são exigidos a todos.
(Paulo Costa, Jornal ENTRELINHAS)

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