A FRATERNITAS MOVIMENTO – PORTUGAL



Quem somos? A “FRATERNITAS MOVIMENTO” é uma associação privada de fiéis, constituída por Padres dispensados do exercício do ministério, casados ou não, e suas esposas ou viúvas. Os seus estatutos foram aprovados pela Conferência Episcopal Portuguesa em maio de 2000. Goza de personalidade jurídica e não tem fins lucrativos.


Logótipo
Autoria de Alberto José D´Assumpção, sócio fundador n.º 7, pintor de arte.
«Procurei exprimir, em primeiro lugar, um organismo vivo, marcado por um ritmo de pulsão – contracção e expulsão, como uma batida de coração. Percebemos isto ao olhar para as formas plasmáticas, espécie de figuras humanas indefinidas – independentemente do sexo – que se interligam como parte integrante umas das outras e, ao olharmos igualmente o movimento de esferas: enquanto as figuras se dirigem para o centro- contracção-, as esferas parecem projectadas a partir do centro - expansão. A paleta das cores foi escolhida igualmente em função do seu simbolismo: reproduz a sequência das cores do Arco-Íris – símbolo clássico da Aliança, sinal de Unidade entre Deus e os Homens e dos Homens entre si - da unidade plena, universal e cósmica!
O movimento das figuras, que caminham para um centro intencionalmente amarelo, marca a caminhada em relação à luz, sendo facilmente perceptível, penso, o seu simbolismo. No entanto, o movimento das figuras cria uma espiral, traduzindo o sentido de que o caminhar juntos deve tender para o constante crescimento e evolução e nunca estagnar.
Penso ter, assim, contribuído um pouco para a expressão desta dádiva de Deus que é a Fraternitas Movimento.»
(Espiral n.º 4, 2000) 

Da nossa história
I - As Origens
Por João Simão, primeiro Presidente da Direção
«Ao folhear um jornal “Correio de Coimbra” dos inícios do ano de 1997, topei com uma notícia informando que tinha havido em Fátima um retiro para padres casados e suas famílias. Mostrei à Maria Fernanda, conversámos e decidimos inscrever-nos.
Uma vez lá, ficámos a saber que este encontro, que estava a ser orientado por D. Manuel Franco Falcão, Bispo de Beja, já era o terceiro, todos eles da iniciativa do Cónego Filipe de Figueiredo, da diocese de Évora. 
Como se estava já no terceiro encontro surgiu a ideia de criar uma associação com o objetivo de promover o contato com outros colegas, que estejam na mesma situação, para convivência e entreajuda. 
Com a Fraternitas pretendia-se a reinserção na comunidade eclesial daqueles que tinham entrado no anonimato em consequência da execução dos rescritos da dispensa. Ninguém pretendia o regresso à situação anterior, apenas gostaria de voltar a sentir-se membro anónimo do comum dos fiéis. Tanto mais que, agora no banco do “consumidor”, adquirira outra visão do que significa estar ao serviço da comunidade.
Uma Associação de Padres Casados e suas Esposas, cujo objetivo era o de congregar todos quantos se encontram nessa situação e assegurar alguma coordenação no apoio a casais que necessitem de se reunirem para conviver e trocar experiências, precisa naturalmente de ser institucionalizada para poder ter voz e eficácia.
Com consenso no nome MOVIMENTO FRATERNITAS, era preciso decidir qual seria o local onde a associação ficasse sediada. Por sugestão do senhor Cónego Filipe devia ser em Fátima. Aí o Senhor D. Serafim (Bispo de Leiria-Fátima) aceitou que fosse numa das casas da diocese: ficou na Rua Francisco Marto, n.º 1.
A Fraternitas pretende ser dentro da Igreja um lugar de encontro de padres que estão fora do exercício do ministério, para que se não percam, para que falem, partilhem as suas experiências de vida e para que sejam testemunhas práticas do que é ser Igreja nos tempos de hoje. Pela sua formação específica e pelo seu passado no serviço ativo, estão como ninguém em condições de compreenderem o que isso é.


Por Vasco Fernandes, segundo Presidente da Direção
«Foi aí por maio ou junho de 1996. No correio, uma carta deveras intrigante. Vinha de Évora, duma pessoa que eu não conhecia nem de nome... Cónego Filipe de Figueiredo! 
Abrimos (eu e a Isabel) com curiosidade, e lemos um estranho convite: para um retiro nos fins de julho, em Fátima, para «padres casados». Surpreendente, não era? E pela primeira vez, casados nós há mais de 20 anos com todas as autorizações de Roma, nunca ninguém nos tinha sequer falado de nenhuma atividade para pessoas nas nossas circunstâncias de vida. Resolvemos os dois aceitar aquele insólito convite. No fim de julho lá estávamos os dois em Fátima para o anunciado retiro. Éramos uma meia centena. Fomos muito bem recebidos pelo Cónego Filipe. E o retiro foi orientado pelo Senhor Bispo de Leiria-Fátima, D. Serafim Ferreira e Silva.
Este retiro foi a oportunidade de descobrir aquele espantoso Padre, um verdadeiro santo e um homem com preocupações profundas pelos outros, uma pessoa duma simpatia e afetividade enormes, um verdadeiro «Homem de Deus», que nos haveria de marcar profundamente até à sua recente e repentina morte, mas que tivera uma intuição talvez única no mundo: casais como nós podem sair enriquecidos do contacto mútuo e fortalecidos na sua fé e na sua vida eclesial, e podem fazer uma caminhada de mãos dadas que só poderá ser boa para eles e para a Igreja.
A partir do 3º encontro pareceu-nos que chegara a hora de pensar em nos constituirmos como Movimento. Logo à partida, excluímos a hipótese de sermos apenas uma «pia» associação. Quisemos ser Movimento, precisamente para fazer uma caminhada de mãos dadas, fraternalmente. Apenas por uma questão meramente legal de registo de pessoa coletiva, foi necessário que ficasse «Associação Fraternitas Movimento» e o nome que escolheríamos seria FRATERNITAS, significando o espírito de fraternidade que nos unia e que seria a nossa grande força: fraternidade entre nós e com todos os cristãos nossos irmãos.
Deram-se os passos necessários para constituir os Órgãos dirigentes do Movimento, primeiro uma Comissão Instaladora, presidida pelo Prof. Dr. João Simão, e depois de existirem os Estatutos devidamente aprovados pela Assembleia Geral, uma Direção efetiva sob a mesma Presidência até ao ano passado.
Em maio de 2000, a Conferência Episcopal Portuguesa aprovou o nosso Movimento.
É da mais elementar justiça que se diga que essas foram as duas grandes colunas do nosso Movimento, o Cónego Filipe de Figueiredo e o Prof. Dr. João Simão! Sem eles, não seríamos o que somos nem teríamos começado a caminhada que agora prosseguimos sem paragens. 

II - A Caminhada
Por Serafim de Sousa, terceiro Presidente da Direção; atualmente, Presidente da Assembleia Geral. 
«(…) O FUTURO a DEUS pertence. A Fraternitas tem de continuar sempre com o mesmo espírito de servir a Jesus Cristo e à Sua Igreja, numa união perfeita, como a esposa e o esposo, que se completam e amam mutuamente. O nosso chamamento deve-se exclusivamente a Ele que nos achou dignos de O servir e nos deu os carismas que cada um reconhece que só a Ele e ao nosso SIM se devem. Temos trabalhado na vinha do Senhor, conforme as circunstâncias em que nos colocaram. Nada reivindicámos, mas pensamos que podíamos ser mais aproveitados do que somos. 
“ A seara é grande” e os operários são cada vez menos e mais idosos. Até quando, Senhor, poderemos aguentar tanto desafio e ao mesmo tempo tanta teimosia em não analisar os factos? Peço ao Senhor Jesus e ao Divino Espírito Santo que ilumine aqueles que têm o poder para decidir, que andem depressa e sem medo, pois o mundo precisa urgentemente do esforço de todos. E nunca seremos demais para tanto que há a fazer. »                                                     (Do Editorial do Espiral nº 42, janeiro-março de 2011)

Por Fernando Félix, quarto Presidente da Direção e anterior responsável pelo Boletim trimestral “Espiral” (terminando em 19 abril de 2015); actualmente, animador do blogue.
«Somos padres casados, dispensados do exercício do ministério e formamos famílias sacerdotais com as nossas mulheres. Estimamos o sacerdócio. Valorizamos os sacerdotes. Apoiamos a fidelidade à vocação recebida de Deus. Temos o celibato como dom de Deus para o cumprimento de uma missão. Somos, igualmente, sensíveis à nossa situação daqueles que pediram dispensa das obrigações sacerdotais e abraçaram uma nova condição de vida. Uns, porque crêem que era hora de corrigir um caminho vocacional equivocado, outros porque estão convictos de que é possível coexistirem o sacerdócio casado e o sacerdócio célibe. Sabemos que nem sempre são felizes, porque precisam de apoio. E, por outro lado, também aqueles que encontraram paz na nova condição gostam de partilhar as suas alegrias e de ajudar quem precisa de ajuda. Graças ao Cónego Filipe, a Fraternitas nasceu com seis objetivos.» 
(Do Editorial do Espiral n.º 51, abril 2013-2014)

Fraternitas em renovação
A Igreja vive dos carismas. Os novos movimentos eclesiais surgidos na segunda metade do século XX caracterizam-se sobretudo pelo fato de dirigirem-se principalmente a fiéis leigos para ajudá-los a viver com plena coerência o seguimento de Cristo na vida quotidiana ou nas realidades seculares. Mas também há movimentos sacerdotais. A Associação Fraternitas Movimento nasceu há 18 anos. Cumpre, por dom particular do Espírito Santo, uma missão que nenhum outro organismo eclesial pode satisfazer.
(Do Editorial do Espiral nº 52, maio 2014-setembro 2015)

Não se inquiete o nosso coração : A Fraternitas VIVE
Da Assembleia Geral Extraordinária (em 25 de outubro de 2014)
Do ponto 1- «Discussão e deliberação da passagem da Associação Fraternitas Movimento a apenas Movimento Fraternitas». (…) O resultado da votação (98 associados com direito a voto) impediu por si só que fosse deliberativa a extinção da Fraternitas - como Associação, pois, segundo o Artigo 18 dos Estatutos, requeria-se «voto favorável de 4/5 da totalidade dos membros com direito a voto». Ou seja, seriam necessários 79 votos a favor e totalizaram-se 62. A Assembleia pronunciou-se, então, no sentido de acolher como deliberativo o resultado da votação:
«Que a Fraternitas passe a ser denominada e gerida como Movimento», no contexto de « manter personalidade jurídica perante a Igreja e a sociedade como Associação, mas sendo ágil a sua gestão como Movimento».                                                           (do Editorial do Espiral n.º 53, outubro 2014-março 2015)
  
A nossa missão/os objetivos
Ajudar espiritualmente os seus membros, proporcionando-lhes um espaço de encontro fraterno e acolhedor, onde se possam sentir compreendidos e encorajados e fomentar a amizade, a convivência e a solidariedade entre eles; apoiar os membros que se encontrem em dificuldades de qualquer ordem, nomeadamente na consecução duma ocupação profissional sólida, estável e adequadamente remunerada; estudar em Igreja formas de colaboração visando o aproveitamento das capacidades e potencialidades dos seus membros, nomeadamente nas áreas da ação social e da educação religiosa e cívica, bem como em atividades pastorais consentâneas com a sua situação; proporcionar apoio espiritual aos padres que deixaram o ministério e de modo particular aos que ainda não regularizaram a sua situação canónica; memorar os membros falecidos e diligenciar assistência material e espiritual aos seus familiares.

As nossas atividades
A FRATERNITAS exerce a sua atividade sob as seguintes formas: organização de espaços de oração e reflexão da Palavra de Deus, de cursos, palestras e outras atividades culturais e de formação teológica; promoção de encontros-convívio e de ações do tipo social; publicação do Boletim trimestral “Espiral”; publicação de notícias num órgão reconhecido pela sua ligação à Igreja; publicação de notícias no seu blogue.

Nível etário
À presente data  janeiro de 2015 , a média das idades dos padres dispensados com direito a voto e dos restantes associados, é de 76 anos e meses.

Contatos
Responsável pelo Espiral: espiral.fraternitas@gmail.com
Comunicação Social: fraternitasmovimento@gmail.com

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