A maturidade e a adultez


Aconteceu em Madrid, de 29 de outubro a 1 de novembro de 2015, o Congresso Internacional da Federação Europeia de Presbíteros Católicos Casados (FEPCC). A Fraternitas esteve representada pela atual direção, com exceção do Joaquim Soares.

Foi para nós uma lufada de ar fresco, quer pela frescura atmosférica, quer sobretudo pela profundidade e audácia do tema do congresso: "Presbíteros em comunidades adultas". Neste sentido, foi preciosa a ajuda dos dois  conferencistas convidados: Sílvia Regina de Lima Silva, Teóloga, do Departamento Ecuménico de Investigações, Costa Rica; e J. Antonio Estrada, Teólogo, da Universidade de Granada. Quer a primeira quer o segundo procuraram dar o seu precioso contributo para uma reflexão e uma ação mais maduras na prossecução do que tem sido o pensamento da MOCEOP (Movimento para o celibato opcional), desde há quarenta anos.

É um caminho e um processo, pois não existe um sem o outro. E se inicialmente o movimento contestou a obrigatoriedade do celibato para os presbíteros católicos, atualmente a reflexão e a prática, em fidelidade evangélica, caminham cada vez mais no sentido de as próprias comunidades cristãs serem o lugar teológico onde precisamos reinventar a nossa forma de pertença.

Para que a maturidade e a adultez sejam vida vivida é preciso que as comunidades sejam protagonistas da sua existência, buscando no Evangelho de Jesus Cristo a resposta para as pessoas de hoje. O Espírito de Jesus Cristo é o mesmo para todos e, por isso mesmo, dá a cada um algo único para o enriquecimento da comunidade. Onde existe espaço e tempo para a partilha dessa riqueza em celebrações frequentemente "pré-cozinhadas", apressadas e anónimas?

Precisamos pensar e agir. Fazermos como o caracol, que vive, lentamente, entre dois movimentos: o centrífugo e o centrípeto; o da interioridade e o da exterioridade; o da Maria e o da Marta, irmãs de Lázaro, de quem Jesus era muito amigo.

Também queremos ir renovando a Fraternitas, para que ela possa ir sendo uma ajuda na respostade amizade a Jesus. Pessoalmente, cada um e em comunidade.

Luís Carlos Lourenço Salgueiro
Editorial do Espiral, n.º 56, boletim da FRATERNITAS MOVIMENTO, Outubro/Dezembro de 2015



PARA LER MAIS:

Comentários