Aqui encontramos 17 pontos para o exame de consciência
Foto: revista Além-Mar
O texto é opinião do sociólogo italiano Marco Marzano, no jornal Il Fatto Quotidiano
O texto é opinião do sociólogo italiano Marco Marzano, no jornal Il Fatto Quotidiano
O que a Igreja poderia fazer nesse 2016 que se anuncia ardente em tantas frentes é sensibilizar finalmente e em profundidade os seus fiéis em relação aos grandes "pecados sociais" do nosso tempo. Ou seja, a Igreja Católica, jogando totalmente às urtigas a sua tradicional obsessão pelos "valores inegociáveis", poderia ensinar aos fiéis, mas talvez também ao restante da sociedade que muitas vezes se esqueceu disto, que, na nossa vida social, aninham-se problemas estruturais, pontos críticos, e que é um pecado grave não tentar resolvê-los.
Refiro-me, naturalmente, à pobreza, à exclusão social, ao sofrimento dos mais fracos, mas também aos excessos do consumismo capitalista e da exploração indiscriminada dos recursos do planeta.
As Igrejas locais poderiam, de modo não superficial e ocasional (isto é, não só nos primeiros dias do Jubileu) e seguindo a encíclica Laudato si', dar início a uma grande obra de sensibilização "misericordiosa" em relação à mudança dos estilos de vida e de consumo nas zonas mais ricas do planeta e à necessidade de uma solidariedade ativa e concreta em relação às áreas que mais sofrem.
A partir de tal atitude, provavelmente conseguiria uma revitalização do papel de autoridade moral da Igreja, não mais fundado na esfera da sexualidade, mas nas da solidariedade, do compromisso e da justiça.
Os presbíteros e seus bispos poderiam tentar fazer com que os seus fiéis compreendam que se trata de pecados, estes sim realmente graves, e muito mais do que ter pousado o olhar nos seios de uma colega ou de ter dito uma pequena mentira a um familiar, os gestos de racismo para com os imigrantes ou a evasão fiscal e a corrupção. Seria realmente uma revolução. Para um ano santo inesquecível.
Refiro-me, naturalmente, à pobreza, à exclusão social, ao sofrimento dos mais fracos, mas também aos excessos do consumismo capitalista e da exploração indiscriminada dos recursos do planeta.
As Igrejas locais poderiam, de modo não superficial e ocasional (isto é, não só nos primeiros dias do Jubileu) e seguindo a encíclica Laudato si', dar início a uma grande obra de sensibilização "misericordiosa" em relação à mudança dos estilos de vida e de consumo nas zonas mais ricas do planeta e à necessidade de uma solidariedade ativa e concreta em relação às áreas que mais sofrem.
A partir de tal atitude, provavelmente conseguiria uma revitalização do papel de autoridade moral da Igreja, não mais fundado na esfera da sexualidade, mas nas da solidariedade, do compromisso e da justiça.
Os presbíteros e seus bispos poderiam tentar fazer com que os seus fiéis compreendam que se trata de pecados, estes sim realmente graves, e muito mais do que ter pousado o olhar nos seios de uma colega ou de ter dito uma pequena mentira a um familiar, os gestos de racismo para com os imigrantes ou a evasão fiscal e a corrupção. Seria realmente uma revolução. Para um ano santo inesquecível.

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