Os sete pecados capitais foram criados no século IV, originalmente como instrumento de gestão para guiar os monges no Egito
Sabia que os sete pecados capitais foram criados
originalmente no século IV como instrumento de gestão para guiar os monges no
Egito?
“Ao contrário do que se pensa, os pecados não aparecem
explicitamente na Bíblia, sendo uma aquisição posterior veiculada pela Igreja
como o mais poderoso instrumento de orientação do comportamento humano”,
explica Luís Sítima, um dos autores do livro “A Corporação Invisível”, com Hugo
V. Costa.
Assumidos pela Igreja, estes pecados serviram para educar,
proteger ou mesmo controlar milhões de crentes ao longo dos tempos. “De tal
forma reais, acabaram por se enraizar na nossa cultura e no nosso quotidiano.
Daí a ideia de os considerar o instrumento de gestão mais poderoso da nossa História”,
reforça Luís Sítima.
“Ou a palavra management
(gestão) não fosse oriunda do latim manus
(mão). Gerir significa literalmente ter na mão ou… controlar”, diz o autor do
livro que desenvolveu um modelo de gestão para ajudar a desenvolver líderes e a
implementar a mudança com sucesso.
1. Avareza: Ambição
egoísta
Facto: as 85 pessoas mais ricas do mundo têm a mesma riqueza
que as 3,5 mil milhões mais pobres. Revela-se num ambiente de trabalho onde a
preocupação excessiva com o ganho individual se sobrepõe ao ganho coletivo,
dificultando a criação de relações de confiança, a transparência e o
compromisso com todos aqueles que nos rodeiam.
Frase chave: “O que é
que eu ganho com isto?”
2. Soberba: Armadilha
do Ego
Facto: a esperança média de vida de uma organização do
S&P 500 em 1960 era 60 anos. Hoje são 12,5 anos. Surge num ambiente de
trabalho onde prevalece um sentimento de superioridade e arrogância face aos
demais, que limita a objetividade na compreensão da realidade que nos rodeia e
a humildade por reconhecer a necessidade de mudar, aprender e melhorar.
Frase chave: “Somos
bons, somos líderes”
3. Cobiça: O dilema
do “Nós” e do “Eles”
Facto: 75% dos colaboradores nas empresas afirmam já ter
sido alvo ou ter assistido com frequência a situações de inveja no local de
trabalho. É habitual num ambiente de trabalho onde o espírito competitivo
excessivo prevalece sobre a colaboração e a cooperação com os demais, limitando
o ganho coletivo do trabalho em equipa, a partilha de recursos e conhecimento e
a sinergia entre as áreas.
Frase chave: “Nós
contra Eles”
4. Luxúria: A pressão
do curto prazo
Facto: 85% das
equipas de gestão passam menos de 1 hora por mês a discutir a estratégia da
organização. Acontece onde as pressões de curto prazo sistematicamente se
sobrepõem ao pensamento estratégico de longo prazo, limitando a clareza de
visão, o compromisso com o futuro e a coerência e sustentabilidade dos planos e
ações.
Frase chave: “A longo
prazo estamos todos mortos”
5. Gula: A tentação
dos recursos
Facto: 60% das organizações não liga o orçamento à
estratégia. Ambiente de trabalho onde o consumismo de recursos – financeiros,
humanos e tempo – prevalece sobre a disciplina na criação de valor, gerando
desperdício, falta de foco e perdas progressivas de produtividade.
Frase chave: “Preciso
de mais recursos”
6. Preguiça: O
conforto do “sempre foi assim”
Facto: 50% das funções nos EUA poderão desaparecer nas
próximas duas ou três décadas. Gera um ambiente de trabalho onde a passividade,
a rotina e a estabilidade prevalecem sobre o sentido de urgência, a iniciativa
e a mudança, resultando frequentemente em situações de inércia, negligência,
desresponsabilização, burocracia, morosidade e acomodação.
Frase chave: “Sempre
foi assim”
7. Ira: A penalização
da diferença
Facto: apenas 50% das pessoas se sentem valorizadas no local
de trabalho e 30% planeia sair da empresa nos próximos dois anos. Próprio de um
ambiente de trabalho onde a crítica e a penalização prevalecem sobre a
valorização e o reconhecimento, gerando intolerância, medo, falta de franqueza
e limitando o potencial criativo das pessoas e das equipas.
Frase chave: “Quem é o
culpado!”

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