«Ser pai é uma atitude de esperança», diz Luís salgueiro, presidente da Fraternitas Movimento


Escrevo uma primeira palavra em jeito de gratidão por esta oportunidade de partilhar em breves palavras a experiência do que significa para mim ser pai.

Luís Carlos Lourenço Salgueiro, em #MagicosPais, da revista Audácia e do iMissio

Conceber, gerar, dar à luz. São três dinamismos profundamente mergulhados numa atitude de esperança. E dizem respeito quer à maternidade quer à paternidade.

Trata-se de uma esperança que radica no desejo de partilhar o mais íntimo, a própria vida.

É neste sentido que me coloco como pai de um menino de três anos. Tínhamos, a minha esposa e eu, o desejo de sermos pais biológicos, se assim fosse possível. E foi.

Em 2012, nasceu o nosso filho, que, por razões de parto, fui o primeiro a ver. A experiência de segurar nos braços aquela vida tão frágil é algo praticamente indescritível, porque provavelmente todas as palavras têm uma parte de si mesmas que não consegue dizer o mistério ali presente.

Fiquei a tremer das pernas naquele momento, como se carregasse o maior tesouro do mundo. É isso! E é-o, de facto, para mim e para a mamã, a minha esposa. Ambos éramos inexperientes nisto de sermos pais. Mas o bom da experiência é que passa a ser uma realidade a partir do momento que se vive

E aquilo que num dia é algo mais ou menos desconhecido, porque nunca havia sido exercido, no dia seguinte passa a uma realidade que nos torna capazes de a viver porque nos capacita para isso mesmo.

Ser pai é iniciar e viver uma relação de amor, que vou traduzindo, desdobrando num sem número de pequenos, ou até minúsculos, gestos que vão acompanhando o crescimento equilibrado do meu filho de modo a que ele se vá autonomizando progressivamente e descobrindo o quão bela é a vida e o seu sentido.

Por isso, deixo um desafio aos que pensam ser pais. Pensem bem, mas passem à ação, porque, a meu ver, é uma oportunidade magnífica de se realizarem como pessoas, fazerem a cara metade feliz, e deixarem a humanidade mais enriquecida. É isto que procuro fazer com a minha esposa.


Permitam-me, neste sentido, deixar uma citação que um amigo meu tinha num quadro. Dizia o seguinte: “Cada criança que nasce é sinal de que Deus ainda não se cansou do mundo!” Com esta ajuda percebi muito melhor a beleza da criação nas páginas da vida humana concreta fruto das minhas entranhas; e por aqui também vou percebendo melhor quem é Deus.

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