L'Osservatore Romano, 03-04-2016. Tradução de Benno
Dischinger, Unisinos
A guiar o caminho, uma regra que se inspira na tradição
beneditina e um horário preciso dos dias, que prevê duas oras de prece pessoal.
Membros da comunidade são também vinte jovens que não residem em Lambeth
Palace, mas seguem a regra continuando as suas atividades de estudo e trabalho
em Londres. Desejo do arcebispo Welby, que colocou a prece e a renovação da
vida religiosa entre as prioridades do seu ministério, é que esta experiência,
da qual ele próprio participa quando reside em Lambeth Palace, seja uma
“experiência de transformação por obra do amor que nos encontra e nos guia,
para que também nós possamos tornar-nos fonte de amor”.
Prior da comunidade é Anders Littzell, de origem sueca,
pastor anglicano desde 2012. Entre os jovens de diversas confissões está também
uma jovem católica francesa, Agnès Vanhems. Nestas semanas – como informa a
agência Sir – estão em curso colóquios para identificar um novo grupo que em
setembro começará uma experiência semelhante.
A singular experiência da comunidade de Sant’Anselmo é
somente a última das iniciativas ecumênicas que de certo modo procura
aprofundar o diálogo e a colaboração com a tradição católica. Somente em
fevereiro passado, como se recordará, se desenvolveu uma histórica celebração
na capela real do Hampton Court Palace de Londres, onde pela primeira vez desde
mais de 450 anos, isto é, desde a separação anglicana, tem sido recitadas as
vésperas segundo o rito latino da Igreja católica. Celebrantes, o reverendo
anglicano Vincent Gerard Nichols, arcebispo de Westminster e presidente da
Conferência episcopal da Inglaterra e Gales.
Naquela ocasião, os dois líderes religiosos se disseram
firmemente convencidos que as comunidades cristãs devem por de parte séculos de
divisão e reconhecer terem uma “agenda comum” numa época sempre mais marcada
por um conceito de laicidade hostil à religiosidade. Tanto mais, foi observado,
que os cristãos praticantes são hoje, na própria Grã Bretanha, uma minoria com
frequência até perseguida no seu direito de exprimir publicamente o próprio
credo. Nesta mesma perspectiva, se recordará, em novembro passado, o pregador
da Casa Pontifícia, padre Raniero Catalamessa, tinha sido convidado a intervir
na abertura dos trabalhos do sínodo geral da Church of England, em Westminster
Abbey, em presença da rainha Elisabeth II.

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