12 ideias para ajudar um(a) amigo(a) desempregado


1. Entrar em contacto, saber receber, ver, ouvir e apoiar
Quem passa por dificuldades espera uma atitude coerente e de proximidade dos amigos, familiares e colegas. Isto significa estar atento, interpretar todas as consequências de estar desempregado no total da família e em cada membro em particular e pôr-se em ação para ajudar a encontrar soluções. Muitas vezes, o ir ter com a pessoa, ou ligar-lhe, abrir-lhe a porta, trocar umas palavras... pode ser muito importante para ela não desistir da vida.

2. Oferecer a rede de contactos
Gestores de pequenas e médias empresas contratam por confiança, e, depois, indagam por competência (essa sim, determinante para ser colaborador permanecer na empresa). Pode ser, então, determinante fazer uma recomendação.
Sabendo disso, deixe seu amigo escolher e faça a introdução. Atenção: se não tiver a ver, demova-o da ideia e diga o porquê.

3. Incentivar a não perder o foco
Para a pessoa que está sem emprego, encontrar recolocação é a missão principal. O tempo ocioso, contudo, pode fazer mais mal do que bem. Deve-se, pois, incentivá-la a usar as horas livres para aprimorar as suas capacitações ou para se formar em novas áreas profissionais. Indicar cursos gratuitos, leituras, livros e aplicativos é muito útil. Valioso também é ajudar a pessoa a escolher a área mais apropriada, demovendo-a de uma ideia que não tenha nada que ver com ela, explicando o porquê

4. Treinar para uma entrevista de emprego
As entrevistas de emprego são dramáticas por natureza. O melhor é simular, ajudando a pessoa a focar-se nas suas capacidades. Fazer rasteiras típicas das entrevistas. Pontuar o modo de falar, de vestir. Estudar as mais-valias que poderão ser oferecidas.

5. Ficar atento às oportunidades
Por incrível que possa parecer, aquele que está empregado cruza-se com mais oportunidades de vaga do que o contrário. O segredo, para essas horas, é pedir à pessoa desempregada um Curriculum Vitae, de modo que, ao deparar-se com a oportunidade de vaga, o entregue ou, avisando a pessoa da vaga, a apresente ao empregador.

6. Ser subtil nas abordagens
A situação torna-se crítica e as pessoas ficam super sensíveis quando as contas para pagar se avolumam semana a semana. Ao orientar, sugerir ou criticar, escolher uma comunicação positiva ou não-agressiva. Uma palavra mal empregada pode chatear e até traumatizar o interlocutor. Convém a quem ajuda colocar-se no lugar de quem aceitou ser auxiliado.

7. Ser amigo e não só orientador
Se é fundamental acompanhar quem está desempregado nos esforços por procurar trabalho, o amigo também se oferece para contrabalançar com outro tipo de atividades: sair para espairecer, jantar na sua casa, praticar um desporto, assistir a um cinema, peça de teatro ou jogo. Dar uma pausa na busca tão stressante faz bem, oxigena a mente e gera inspirações positivas.

8. Nunca, jamais, em hipótese alguma, fingir estar a ajudar
Comete um crime quem ilude um amigo ou conhecido numa situação limite como o desemprego. Se não é possível ou não há intenção de ajudar, o correto é agir com honestidade e respeito.

9. Colocar o lugar à disposição
Pode ocorrer que quem recebe um pedido de ajuda esteja com intenções de mudar de emprego. Nesse caso, poderá sugerir que a pessoa desempregada ocupe o seu lugar

10. Trabalho extra
Se na empresa houver muito trabalho e for necessário recorrer a pessoal extra, pode-se delegar algum trabalho à pessoa desempregada, se esta dominar o assunto.

11. Criar uma empresa
Às vezes existe a ideia de criar o próprio negócio, mas falta alguma coisa para dar o passo. Sendo uma oportunidade de oferecer trabalho ao amigo ou à amiga e, até, de ser sócios, pode-se equacionar o lançamento de uma empresa ou de um negócio part-time com ele(a).

12. Dar ideias
Se, por outro lado, houver a ideia de negócio mas não existir disponibilidade para avançar com ela, poder-de-á partilhar a ideia e a pessoa desempregada aproveitá-la.

Marc Tawil (jornalista, radialista e escritor), em conexaoempreendedora.com, 24/6/2016

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