"Às vezes, nos nossos dias, uma cultura laicista visa a tirar até dos hospitais toda referência religiosa, começando pela própria presença das freiras", afirmou o Papa Francisco ao receber em audiência, nesse sábado, na Sala Clementina, as Irmãs Hospitaleiras da Misericórdia.
Vatican Insider, 24-09-2016.
"Quando isso acontece – disse Francisco –, acompanham muitas vezes dolorosas carências de humanidade, realmente chocantes nos lugares de sofrimento."
"Não se cansem de serem amigas, irmãs e mães dos doentes; que a oração sempre seja a força vital que sustenta a sua missão evangelizadora", acrescentou.
Para o pontífice, "diante da fraqueza da doença, não podem existir distinções de status social, raça, língua e cultura; todos nos tornamos fracos e devemos nos confiar aos outros".
"A Igreja – continuou – sente como seu compromisso e sua responsabilidade a proximidade para com aqueles que sofrem, para lhes levar consolação, conforto e amizade."
"Vocês dedicam a sua vida especialmente ao serviço dos irmãos e das irmãs que estão internados nos hospitais – observou o papa – para que, graças à presença e profissionalismo de vocês, eles se sintam mais sustentados na doença."
"E, para fazer isso, não há necessidade de longos discursos", explicou, de improviso. "Uma carícia, um beijo, estar ao lado em silêncio, um sorriso." "Nunca se rendam nesse serviço tão precioso, apesar de todas as dificuldades que vocês podem encontrar", recomendou.
"Quando vocês se aproximem de cada doente – disse Francisco – tenham no coração a paz e a alegria que são fruto do Espírito Santo. Naquele leito de hospital, sempre jaz Jesus, presente naquela pessoa que sofre, e é Ele que pede ajuda a cada uma de vocês. É Jesus."
"E, às vezes – disse, ainda de improviso –, podemos pensar: ‘Alguns doentes incomodam’. Nós também incomodamos o Senhor, e Ele nos suporta e nos acompanha!"
"Que a proximidade a Jesus e aos mais fracos seja a força de vocês", encorajou o papa, recordando "o quarto voto, que as caracteriza como família religiosa", que "é mais atual do que nunca, sobretudo porque se multiplicam as pessoas sem família, sem casa, sem pátria e necessitadas de acolhida".
"Vocês são um sinal concreto de como se expressa a misericórdia do Pai", reconheceu o pontífice, que, no fim da audiência, reconsagrou o instituto religioso à Mãe da Misericórdia.

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