Na presença de padres, seminaristas, religiosos(as) e leigos(as) da minúscula população católica do país, o pontífice falou por mais de 45 minutos e enfatizou muitos dos mesmos pontos que já levantara nos seus três anos e meio de papado.
Joshua J. McElwee, em National Catholic Reporter, 01-01-2016.
Tradução de Isaque Gomes Correa, Unisinos
O papa foi particularmente incisivo ao falar do matrimónio, chamando-o de «a coisa mais bonita que Deus criou». Disse que a Bíblia descreve um homem e uma mulher em matrimónio juntos como a própria imagem de Deus. «Vocês sabem quem paga o preço do divórcio?», perguntou Francisco em alto e bom som à multidão presente na Igreja da Assunção, em Tbilisi. «A ambos, e mais: Deus paga porque, quando se se divorcia (...), você suja a imagem de Deus».
Em seguida, o pontífice descreveu uma “guerra mundial” contra o matrimónio, dizendo que ela ocorre através de um processo chamado de “colonização ideológica”. «Hoje você não destrói [o matrimónio] com armas, mas sim com ideias», disse. «É a colonização ideológica que o destrói.»
O Francisco respondeu a alguns testemunhos dados durante o encontro por quatro católicos georgianos: um padre, um seminarista, uma mãe e um jovem.
A mãe, chamada Irina, mencionou alguns problemas que as famílias enfrentam na Geórgia, incluindo o divórcio e as «novas visões de sexualidade, como a teoria de género e a marginalização da visão de vida cristã».
O papa teceu duras críticas ao divórcio; disse entender que existem algumas situações onde é impossível que os cônjuges que passam por dificuldades matrimoniais se reconciliem; e apontou quatro atitudes da Igreja para com as pessoas em situações assim: acolhê-las, acompanhá-las, promover o discernimento e integrá-las na comunidade.

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