Três prioridades na promoção das vocações


Existem três prioridades na promoção de vocações à vida religiosa e sacerdotal, explica a Irmã Catherine Marie Hopkins, religiosa dominicana com 15 anos de experiência no trabalho vocacional: educação, devoção sacramental e pastoral juvenil.

«Penso que para fomentar as vocações ao sacerdócio e à vida religiosa, as três principais prioridades deveriam estar nas áreas da educação, devoção sacramental e uma pastoral juvenil que exponha os jovens tanto à oração como à evangelização.

Os jovens estão famintos de aprender a fé e reconhecer o caráter irracional do relativismo. Eles têm um desejo natural de conhecer Deus e terão mais probabilidade de entregar-se a uma vida dedicada a Ele se forem educados na fé. Acho que esta geração está disposta a compreender a necessidade desse enfoque apostólico, dada a confusão e o sofrimento que sua ausência provocou. É importante que a Igreja continue reforçando a educação católica que seja bem centrada, que seja fiel e que esteja arraigada na excelência.

A devoção aos sacramentos é chave para descobrir e para alimentar uma vocação. Quando os jovens se beneficiam da recepção regular da Eucaristia, quando procuram a confissão e começam a desenvolver uma vida religiosa, então o chamado de Deus tem uma oportunidade para ser escutado. A adoração eucarística está produzindo muitas vocações ao sacerdócio e à vida religiosa, algo lógico quando se considera que o tempo dedicado à presença de Deus oferece luz e calor às nossas almas.

Existe um movimento do Espírito Santo em ato que cresce em intensidade quando os jovens se influenciam afetivamente uns aos outros. Não existe nada mais poderoso que o testemunho dos jovens que se esforçam por conhecer e fazer a vontade de Deus. O amor não pode ficar escondido, e quando descobrimos a pessoa de Cristo, é natural experimentar uma compulsão interior a compartilhar essa descoberta com outros.

A pastoral juvenil que prepara para a conversão, para a devoção, e que expõe a boas influências teve êxito na hora de produzir vocações ao sacerdócio e à vida consagrada. Certamente, é importante para os jovens estar em relação com sacerdotes e religiosas que vivam alegre e fielmente esse compromisso.

O Papa Bento XVI expôs isso maravilhosamente aos jovens com os que se encontrou em Dunwoodie, em sua viagem aos Estados Unidos, quando os desafiou dizendo: «Procurai um estilo de vida caracterizado autenticamente pela caridade, pela castidade e pela humildade, imitando Cristo, o Sumo e Eterno Sacerdote, de quem deveis chegar a ser imagens vivas».

O segredo da vocação
Em entrevista à agência Zenita Irmã Catherine revelou: «O segredo para encontrar minha própria vocação foi perceber que Deus tinha um plano para mim e que eu precisava descobrir exatamente qual era. Comecei a sentir uma inquietude interior e ter o pensamento de que Deus poderia estar me pedindo algo; rapidamente percebi que se Ele estava me chamando, tudo o que eu precisava para responder deveria ser proporcionado por Ele também. Isso deu-me uma enorme liberdade e minha inquietude foi substituída por uma atração muito forte.

Eu tinha 24 anos e era muito feliz, mas não estava em paz, já que não podia dizer com segurança qual era a vontade de Deus para a minha vida. Tudo o que eu sabia com certeza era que a missa diária me deixava faminta de mais e, assim, fui em busca de onde poderia arraigar mais profundamente meu desejo crescente de entregar-me. Finalmente, informei-me sobre a vida religiosa para poder segui-la com clara consciência. Quanto visitei nossa comunidade e vi uma alegria muito tangível, zelo juvenil e uma longa história de fidelidade, o medo foi diminuindo, dando espaço a uma nova convicção de que isso era o que Deus havia pensado para mim.

Ou seja, minha experiência me ajudou depois, como diretora de vocações, a compreender que o discernimento se produz longe de precisões e no meio do silêncio desafiante da oração. Quanto busquei a vontade de Deus, eu procurava conselhos e fiz um montão de perguntas, mas buscava uma decisão que, ao mesmo tempo em que era informada, surgisse com a força de uma convicção interior que eu reconheci como proveniente de Deus.



Tem 3 irmãos sacerdotes
Cada um deles foi diferente no discernimento. Falar sobre eles é fazer um estudo real sobre temperamentos. Eu costumava coloca-los como exemplos para ilustrar que não existe um «tipo» de pessoa à qual Deus chama, mas que cada um de nós, com nosso caráter único, pode contribuir de maneira única.

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