«A quem vós perdoais, eu também
perdoo. E se perdoei – na medida em que tinha de o fazer – foi por amor de vós,
na presença de Cristo (2.ª Carta aos Coríntios 2, 10)
Perdoar é, talvez, o desafio mais
difícil. Mas se os relacionamentos humanos precisam de esperança, este é o desafio
que temos de levar a sério.
Jesus pintou uma imagem realista
do perdão na parábola do servo impiedoso. Um homem que devia uma enorme quantia
em dinheiro ficou surpreendido quando o seu senhor ouviu o seu apelo por
misericórdia e perdoou toda a dívida. Porém, esse mesmo servo fez algo
totalmente inesperado: exigiu o pagamento imediato da dívida a outro homem que lhe
devia uma quantia muito menor. Na linha da mensagem desta parábola, quando exigirmos
perdão e não formos capazes de perdoar, devemos considerar o que Jesus disse: «Assim
procederá convosco meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar ao seu irmão
do íntimo do coração» (Evangelho de Mateus 18, 35).
O perdão livra-nos da preocupação
de encontrar formas de punir quem errou. Quando perdoamos, entregamos a Deus a
tarefa de ser juiz misericordioso, Aquele que é capaz de reabilitar os que
praticam más ações.
Perdoar não é fingir que não
aconteceu nada; e também não é desinteressar-se. É ter confiança no Pai Criador.
Perdoar é a libertação das nossas
forças destrutivas. Pelo nosso julgamento, destruiríamos em vez de reconstruir.
Sabemos que perdoamos no momento em
que confiamos no poder transformador de Deus e esperamos ativamente que o
próximo vai mudar de atitudes, apoiando-o com palavras e gestos pedagógicos.
Os casamentos bem sucedidos não
são formados por pessoas que nunca se magoam uns aos outros, mas por pessoas
que decidem “não guardar rancor” (1 Coríntios 13, 5).
Desafio
Sempre que tiver motivo para
julgar, vou dizer «Eu escolhi perdoar», sabendo que perdoar é confiar na ação
regeneradora de Deus e no propósito de emenda dos outros.
Inspirado no Livro ‘O Desafio de
Amar’, de: Hendrick, Alex; e Kendrick, Stephen

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