As três dores de Maria no Natal


1.ª Dor - Jesus é sinal de contradição
O coração de Maria foi trespassado por uma espada quando Simeão profetizou que o seu Filho seria a salvação de muitos, mas também serviria para ruína de outros (Lc 2, 34-35).
A virtude que aprendemos nesta dor é a da obediência. Ao ouvir essa profecia Maria continuou firme na fé, confiando no Senhor.

2.ª Dor - A fuga para o Egito
Após o nascimento de Jesus, o rei Herodes quis matá-Lo e, por causa disso, um anjo do Senhor apareceu a José e disse: «Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egipto e fica lá até que eu te avise.» Obediente, José «levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egipto» (Mt 2, 13-14). 
Unidos à dor que Maria sentiu nesta ocasião, rezemos, pedindo forças e graças para suportarmos com paciência as dores de nossas vidas, para não sermos perseguidores, para estarmos unidos a tantos que sofrem perseguição e são obrigados a fugir de seus países,  e para intercedermos pelos perseguidores e os que matam.

3.ª Dor - Jesus fica para trás
Maria sofria por estar longe do Filho e sem saber do paradeiro Dele, e, por, em humildade, crer que Jesus se tinha perdido deles por causa de alguma negligência sua.
Todavia, vemos que, mais do que ter-Se Jesus perdido, eram eles que se iam afastando Dele. Jesus ficou em Jerusalém, em comunhão com o Seu Pai. 
Aprendamos a estar vigilantes, para não virmos a perder-nos de Deus por nossa culpa.
E unamo-nos a tantas famílias que “perdem” os seus filhos em tantas dependências e situações conflituosas.
Somente no retorno a Deus, representando pelo templo, é que todos nos reencontramos. 

Adaptação a partir de uma meditação do cardeal Orani Tempesta, em Jornal do Brasil

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