Proposta de retiro de Advento online. 3.º dia: «Com Fé transformamos dificuldades em oportunidades!»
E ele levantou-se de noite, tomou o menino e sua mãe e partiu para o Egipto, permanecendo ali até à morte de Herodes. Assim se cumpriu o que o Senhor anunciou pelo profeta: Do Egipto chamei o meu filho» (Mt 2, 13-14).
Com este olhar feito de fé e amor, de graça e compromisso, de família humana e Trindade divina, contemplamos a família que a Palavra de Deus confia nas mãos do marido, da esposa e dos filhos, para que formem uma comunhão de pessoas que seja imagem da união entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. As atividades geradora e educativa são um reflexo da obra criadora do Pai.
Cada família tem diante de si o ícone da família de Nazaré, com o seu dia a dia feito de fadigas e até de pesadelos, como quando teve que sofrer a violência incompreensível de Herodes, experiência que ainda hoje se repete tragicamente em muitas famílias de refugiados descartados e indefesos.
A Família de Jesus viveu muitas dificuldades e muitos momentos de desfio e de incerteza. Do mesmo modo que as nossas Famílias também o vivem. Quantas vezes a relação entre marido e mulher não é conflituosa, feita de incompreensões, desamores, faltas de atenção? Quantas vezes não se ama, não se respeita, como se desejaria e prometeu?
A nossa situação socioeconómica e laboral também pode ser uma fonte de discórdia, de tensão, de frustração acumulada e de conflito no seio familiar.
E é aqui que a Sagrada Família nos pode ajudar.
Como Maria, somos exortados a viver, com coragem e serenidade, os desafios familiares tristes ou entusiasmantes, e a guardar e meditar no coração as maravilhas de Deus (cf. Lc 2, 19.51). Porque Deus a chamou a amar o seu próximo mais do que a ela mesma: «Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus (Lc 1, 31), porque Ele salvará o povo dos seus pecados» (Mt 1, 21).
Como José, somos animados a saber escutar Deus e a colocar-nos à Sua disposição. Tendo escutado o que o Senhor lhe diz, ele confia plenamente n’Ele. Confia que o Senhor, sendo seu Pai, o chama e o guia para o caminho certo. E torna-se fiel, porque justo. Foi fiel a um projeto de vida matrimonial, a uma promessa pessoal, à sua família. José viveu em pleno a fidelidade porque colocou a sua Família em primeiro lugar. Soube optar pela sua Família, por coloca-la em segurança e foi fiel a essa opção até ao fim. É um verdadeiro exemplo este homem, este Pai, que assume as suas escolhas até ao fim: ser pai, proteger, educar... José foi fiel a Deus porque seguiu o Seu chamamento e foi fiel à sua Família, à sua mulher e ao seu filho porque os colocou em primeiro lugar, sem olhar para trás.
E nós? Como vivemos a fidelidade aos chamamentos de Deus? Somos fiéis quando Ele nos chama a amar o marido/ a mulher, os filhos/ os irmãos, a Família, em primeiro lugar? Somos capaz de viver uma fidelidade assim?
E eu?
Tenho este tipo de confiança em Deus, que só é possível num grande Amor?
Confio que Ele, Caminho, Verdade e Vida, mesmo que me acorde a meio da noite e me chame a pegar na minha Família e a deixar o meu lar sem olhar para trás?
E nós? Como vivemos a fidelidade aos chamamentos de Deus? Somos fiéis quando Ele nos chama a amar o marido/ a mulher, os filhos/ os irmãos, a Família, em primeiro lugar? Somos capaz de viver uma fidelidade assim?
E eu?
Tenho este tipo de confiança em Deus, que só é possível num grande Amor?
Confio que Ele, Caminho, Verdade e Vida, mesmo que me acorde a meio da noite e me chame a pegar na minha Família e a deixar o meu lar sem olhar para trás?
Todas as Famílias vivem momentos difíceis e com certeza que a fuga para o Egipto que José e Maria e Jesus tiveram que fazer foi carregada de momentos de desespero, de dificuldade extrema. Mas onde a Sagrada Família pode ser um exemplo é que nesses momentos em vez de se virarem um contra o outro, em vez de culparem o outro, em vez de cobrarem ao outro… em vez de tudo isso souberam manter o centro da sua existência, o centro da sua confiança, o centro da sua fidelidade num Amor maior, num Amor que os constituía – porque se deixaram constituir por Ele – no Amor de Deus. E esse Amor não cede nunca, não acaba nunca.
Que saibamos também nós construir as nossas relações baseadas num Amor maior, sejam familiares, com amigos, com as pessoas com que nos cruzamos.
Que saibamos escutar a Deus.
Que saibamos confiar e amá-Lo.
Que saibamos ser fieis ao Seu projeto, ao nosso projeto de vida.
Que este caminho de Advento rumo ao Natal seja um caminhar para o Amor, e que saibamos aprender com Maria e José a percorre-lo. Que neste Advento também nós, as nossas vidas, as nossas ações, os nossos gestos possam apontar para o Deus-Menino e possam traduzir o grande Amor que vivemos com Ele.
Fonte: http://retirosonline.blogspot.pt, da Família Missionária Verbum Dei
Para completar o retiro
Retiro de Advento online. 2.º dia: «Deus fala-nos por meio dos nossos sonhos, aqueles que trazemos no coração desde que nascemos»
Retiro de Advento online. 1.º dia. «Que família quer Jesus construir comigo?»
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