Quatro conselhos do Papa Francisco para melhor vivermos o Natal

1. Arranjemos espaço para o Senhor nos nossos corações e nos nossos dias.
«Cada família cristã, como fizeram Maria e José, pode receber Jesus, escutá-lo, falar com Ele, estar com Ele, protegê-lo, crescer com Ele; e assim melhorar o mundo. Arranjemos espaço para o Senhor nos nossos corações e nos nossos dias» (Audiência Geral, 17 de dezembro de 2014).

2. Que o Natal não seja uma festa do consumismo desmedido.
«A alegria cristã é uma dádiva do Senhor. "Ah, padre, nós faremos um banquete, e todos estaremos contentes!" Isto é bonito, um bom almoço faz bem; mas esta não é a alegria cristã da qual falamos hoje; o júbilo cristão é diferente. Ele leva-nos também a fazer festa, é verdade, mas trata-se de algo diferente. É por este motivo que a Igreja nos quer levar a compreender no que consiste esta alegria cristã» (Homilia, 17 de dezembro de 2014).

3. Que seja uma festa da alegria, de acolher o Senhor no presépio e no coração.
«Para possuir a alegria na preparação do Natal, em primeiro lugar é necessário rezar: «Senhor, que eu viva este Natal com a alegria autêntica!» Não com a alegria do consumismo, que nos leva até ao dia 24 de dezembro, todos cheios de ansiedade, porque: "Ah, ainda me falta isto, ainda me falta aquilo..." Não, esta não é a alegria de Deus! É preciso rezar. 
Em segundo lugar: dar graças ao Senhor por tudo o que nos concedeu de bom. 
Em terceiro lugar, devo pensar como posso ir ao encontro dos outros, daqueles que estão em dificuldade, que têm problemas — pensemos nos enfermos, em tantas problemáticas — para lhes levar um pouco de unção, de paz e de alegria. 
Nisto consiste o júbilo do cristão. Concordais?» (Homilia, 17 de dezembro de 2014).

«Que o Santo Natal nunca seja uma festa do consumismo comercial, da aparência, dos presentes inúteis, ou do desperdício supérfluo, mas sim uma festa da alegria, de acolher o Senhor no presépio e no coração» (Audiência aos funcionários do Vaticano, 22 de dezembro de 2014).

4. O Natal é a festa da pobreza de Deus que se despojou de si mesmo tomando a natureza de escravo.
«Dentro de alguns dias teremos a alegria de celebrar o Natal do Senhor; o evento de Deus que se faz homem para salvar os homens; a manifestação do amor de Deus que não se limita a dar-nos algo ou a enviar-nos uma mensagem ou alguns mensageiros, doa-se-nos a si mesmo; o mistério de Deus que toma sobre si a nossa condição humana e os nossos pecados para revelar-nos a sua Vida divina, a sua graça imensa e o seu perdão gratuito. É o encontro com Deus que nasce na pobreza da gruta de Belém para ensinar-nos a potência da humildade. Na realidade, o Natal é também a festa da  luz que não é acolhida pala gente “eleita”, mas pela gente pobre e simples que esperava a salvação do Senhor» (Discurso à Santa Sé, 22 de dezembro de 2014). 

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