Talvez conheças casos de crianças que
fazem birra na loja de brinquedos ou no shopping, que agridem colegas da
escola, que não tem paciência com nada e, muito menos, obedecem às regras em
casa...
Estes distúrbios
comportamentais podem indiciar um Transtorno Desafiador Opositivo – quadro
observado em crianças e jovens que desenvolvem a sua identidade a partir da
oposição aos outros.
Eis cinco dicas
para contornar esse transtorno e criar ambientes familiar, social e escolar
saudáveis.
Adaptado a partir de http://gnt.globo.com
Estabelecer
regras e limites
Todos precisamos
de regras muito bem estabelecidas para estruturar as nossas vidas, com
gratificações e penalizações dos bons ou maus comportamentos.
As possíveis
consequências por maus comportamentos devem ser realizadas como um ato de amor,
não como uma simples punição, e muito menos como humilhação. Do estilo: deixei
o copo do leite esquecido na sala. Amanhã não só levo o meu copo, mas
ofereço-me para levar os dos outros familiares e, até, poderei lavar essa
louça. Ou, no caso dos bons comportamentos: Ajudei a minha mãe a fazer as
compras, dou-me o direito de uma guloseima.
Pai, mãe e
filhos devem falar a 'mesma língua'
As divergências
entre pais ou educadores expõem fraquezas, falta de comando e descontrolo,
permitindo que os filhos os manipulem. Mas se o filho não entende o elogio ou a
repreensão, seja o conteúdo, seja o contexto, não o assimilará. E será sempre
aconselhável permitir algum tempo a sós para que a pessoa corrigida ou elogiada
possa fazê-lo seu.
Fortalecer a autoestima
A baixa autoestima
é uma das grandes características das crianças e adolescentes com sintomas de
oposição. Mas revela também um défice de caráter ou de atitudes dos pais e
educadores. Portanto, pais e filhos deverão reforçar o lado positivo das suas
atitudes. Isso pode passar por querer saber sempre mais e melhor do que é
educar e do que é formar uma personalidade, através de leituras, conversas,
assistir a palestras, filmes ou programas de televisão ou rádio, e, depois,
exercitar continuamente.
Favorecer a prática de atividades que
exijam criatividade e superação
O desporto, a escrita, a música, a
religião… implicam valores como respeito, ética, hierarquia, competição,
aprendizagem de regras e limites, trabalho em equipa, superação pessoal, criação
de laços afetivos…
Estar conectados com os ambientes
frequentados
A comunicação entre pais e professores,
pais e dirigentes do clube, banda, agrupamento, etc., é importante para a
identificar e monitorizar bons e maus comportamentos. De modo semelhante, o
diálogo confiante das crianças com os professores ou monitores é fundamental
para gerar estratégias de aperfeiçoamento da personalidade – esclarecendo,
apoiando, inspirando - e encontrar soluções para problemas de indisciplina.
15 atitudes dos pais e educadores para vencer a agressividade das crianças, adolescentes e jovens
1. Elogiar sempre
2. Definir regras e limites
3. Alertar para as boas e más consequências
4. Merecer respeito para o poder impor
5. Manter o autocontrole emocional e racional
6. Demonstrar afeto (pai pela mãe e vice-versa, entre professores, entre cristãos da paróquia, etc.) e despertar o carinho.
7. Amar cada pessoa pelo que ela é
8. Rever as atitudes e as palavras
9. Ser firmes
10. Criar a consciência de que os erros precisam de emenda e que as
conquistas merecem ser celebradas
11. Nunca apelar à violência (a melhor arma é sempre o bom humor)
12. Evitar o isolamento, os amuos, o ressentimento
13. Participar na vida (interessar-se pelo que aconteceu, como, com
quem…)
14. Brincar conforme a idade dos colegas de brincadeira
16. Criar lembranças inesperadas

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