«Ao revelar-nos a Sua glória e a sua beleza, Jesus vai dar-nos coragem para O acompanharmos nos Calvários da vida»


Nesta Quaresma, Jesus Cristo convida-nos a subir com Ele o monte Tabor. Ao revelar-nos a sua glória e a sua beleza, Ele vai dar-nos coragem para O acompanharmos nos Calvários da vida. E essa coragem assenta na Fé - ouvir a Voz do Pai. Este é o tema do Evangelho de Mateus 17, 1-9

Antes, na segunda leitura (2.ª Carta a Timóteo 1, 8-10), São Paulo fortalece Timóteo com estas palavras: somente por meio da fé podemos descobrir a divindade de Jesus através de sua humanidade sofredora, sem nos escandalizarmos.

E foi isso que aconteceu com Moisés (Génesis 12, 1-4): Por meio da fé, Moisés confiou em Deus e saiu de sua terra cómoda e fértil para que o Senhor lhe comunicasse os seus mistérios e planos.

A Quaresma é um convite de Deus
Assim como Abraão deixou o seu modo de vida nosso tranquilo, cómodo e sossegado, mas infértil, e se pôs a caminho confiado na Palavra de Deus, assim nós temos de deixar-nos guiar pelo caminho que Jesus nos indica para chegar à vida eterna.

Subamos ao monte Tabor. Um exercício:
No segundo Domingo da Quaresma a Igreja proporciona-nos um encontro místico com Cristo no monte Tabor.

Recriemos a cena:
1. Ouçamos a sua voz que nos convida: Vinde comigo, subamos ao monte.»
2. Sintamos o que é estar no monte.
3. Deixemos aflorar as emoções se víssemos Moisés, Elias (ou outras pessoas importantes na formação da nossa personalidade, educação, das escolhas da nossa vida)
4. Fixemos o olhar em Jesus: o que é que mais nos surpreende Nele?
5. Ouçamos a Voz de Deus:  «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O».
6. O que diríamos a Jesus? O mesmo que Pedro: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias»? Ou, que outra frase nos surgiria?
7. Como desço do monte na companhia de Jesus?

Meditemos
Sim, necessitamos de encontros místicos com Jesus Cristo. 
Moisés precisou desse encontro para ser capaz de guiar o povo de Israel do Egito à Palestina durante anos de desastres, guerras, crises religiosas, castigos de Deus, fidelidades de Deus… 

Necessitaram-no os três apóstolos e cada um dos outros, que, algum tempo depois, estariam com Jesus no Cenáculo, no jardim das Oliveiras e no Calvário, e se escandalizariam com Ele e abandoná-Lo-iam.

Mas, depois da Ressurreição, recordaram o monte Tabor e, então, renovaram a fé em Cristo, em Deus Pai, e, pela força do espírito Santo, tornaram-se testemunhas do Evangelho até ao fim das suas vidas e at+e aos confins do mundo.

E também eu, necessito desse encontro místico para reencontrar continuamente a alegria e a coragem da fé e ser testemunha do Evangelho.

Para refletir
Como está minha fé em Cristo? 
A minha fé continua firme também quando vejo Jesus crucificado e injuriado? 
Atemorizam-me os silêncios de Deus?

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