Assistimos, hoje, a um desejo enorme de honestidade. A
maioria das pessoas odeia a desonestidade e a corrupção, na escola, na
política, no futebol, na vida em geral. Contudo , e apesar disso, alguns acham que
um pouco de desonestidade é uma maneira fácil de ter êxito na vida. Perguntam
para quê ser honesto, quando tudo à nossa volta é corrupto e parece que as
pessoas desonestas se saem bem. Mas, como a história, a vida acaba por
comprovar que a honestidade compensa.
Honestidade é uma qualidade humana
que consiste em agir e falar com
sinceridade e coerência,
de acordo com os valores da verdade e da justiça.
Honestidade significa que não há contradição entre os pensamentos, as palavras
e as acções. Somos honestos quando não estamos a iludir-nos nem a iludir os
outros.
A pessoa honesta vive aquilo que diz e diz aquilo que pensa e vive.
A
prática da honestidade conduz a uma vida de integridade, porque o nosso
interior e exterior são o reflexo um do outro. Esta integridade garante
segurança a nós e às pessoas com as quais contactamos. Ao contrário, a
discrepância entre o exterior e o interior cria barreiras e dificuldades de
relacionamento.
Ser honesto é a base do relacionamento interpessoal.
Todos precisamos
de modelos – pais, amigos, professores, Igreja, organizações… – a partir dos
quais formamos a nossa personalidade. Se admiramos a sua honestidade,
vamos
espelhá-la na nossa vida.
Ao vivermos a honestidade, porém, a nossa vida pode, por
vezes, tornar-se complicada e exigente, pois a honestidade não compactua com a
facilidade e a superficialidade. Mas é este conflito que faz avançar as
gerações na conquista do verdadeiro bem, da felicidade autêntica… pois ninguém
quer relacionar-se com hipócritas e fingidos, nem ser encarado como mentiroso,
corrompido, indigno de confiança. E pode exigir que, para sermos fiéis a cada
princípio, dever, acordo ou compromisso, tenhamos de perder dinheiro, amigos ou
a própria vida. Então, deixaremos uma marca na História e Deus também nos
recompensará.
Deus, que é honesto, pede-nos para não furtar, não mentir nem levantar falsos testemunhos – recorda-nos nos dez mandamentos –, pois sabe que essas coisas lesam a nossa vida.
O livro bíblico dos Provérbios diz-nos que «os lábios mentirosos causam repulsa ao Senhor, mas os que praticam a verdade são o seu encanto» (Prov 12, 22), e ainda: «O Senhor detesta todo o tipo de mentira e desonestidade» (Prov 20, 23).
Comecemos, hoje mesmo, a ser honestos connosco, com os outros e com Deus e a criar ambiente de honestidade ao nosso redor.
Abel Dias, em revista Audácia, novembro de 2008

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