Muitos poderemos perguntar se haverá motivos para a
alegria no mundo em que vivemos ou, até mesmo, se será possível a alegria?
Sobretudo quando verificamos o aumento da pobreza, o crescimento da insegurança
no futuro, a multiplicação das agressões violentas contra as pessoas e a
Natureza e a existência de tantos sofrimentos e de tantas lágrimas. Talvez seja
por estas razões que vemos, constantemente, rostos tristes quando passeamos
pela rua. Talvez muitos de nós já se tenham rendido à tristeza e fazem dela a
sua companheira incómoda, mas constante.
Precisamos de recuperar o segredo e o sentido da alegria,
aquela força que nos faz olhar para o presente e para o futuro
com serenidade e
confiança.
Recuperar o perfume contagiante do sorriso que afecta
e modifica o nosso ambiente
e o ambiente daqueles que nos rodeiam.
e modifica o nosso ambiente
e o ambiente daqueles que nos rodeiam.
O apóstolo São Paulo diz-nos que o desejo de Deus é «Vivei
sempre alegres, orai sem cessar, dai graças em todas as circunstâncias».
O
cristão não pode viver como se o Deus da alegria não tivesse vindo para o meio
de nós. Vivemos na alegria, porque
sabemos donde vimos e para onde caminhamos. Estamos certos de que no fim da
nossa caminhada encontraremos os braços amorosos do Pai que nos acolhe e nos
introduz na felicidade plena. Não nos faltarão dificuldades, incompreensões e
perseguições. Poderemos até parecer derrotados. Mas, nos nossos olhos, deve
brilhar sempre a certeza de que Deus caminha connosco, nunca nos esquece e é
fonte da nossa alegria e serenidade.
No coração de todos nós, no que podemos chamar o nosso
«jardim secreto», está a alegria. Ela é a planta de raízes mais resistentes,
que aí é cultivada e colhida. Ela resiste a todas as intempéries da vida, mesmo
quando assolada por tristezas e fracassos.
A alegria está inscrita nos nossos
genes cristãos,
é a característica que recebemos de Deus, nosso Pai.
A nossa
tarefa é, então, a de dar alegria, confiança
e esperança ao mundo.
Um coração
cristão tem necessariamente de ser um coração alegre. Se eu irradiar alegria,
já anuncio e testemunho o Evangelho. Assim, ao semearmos a alegria no coração
do nosso irmão, rapidamente a veremos florir no nosso. Para Deus conta o que
fizermos pelos outros com alegria para os tornarmos felizes já nesta terra.
O
nosso querido e saudoso Papa São João Paulo II dizia:
«Quando a alegria de um
coração cristão se derrama nos outros homens, ali gera esperança, optimismo,
impulsos de generosidade na fadiga quotidiana, contagiando toda a sociedade.»
Abel Dias, em revista Audácia, fevereiro de 2009

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