«Os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição e o
Domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, como se se
tratasse de um só e único dia festivo, como um grande Domingo» (dizem as Normas
Universais do Ano Litúrgico, n.º 22).
AS SETE SEMANAS DA PÁSCOA
A primeira das sete semanas é chamada Oitava da Páscoa (de 31 de março a 7 de abril)
O termo «oitava» refere-se ao oitavo dia após a festa de referência – neste caso é a Páscoa – e caracteriza-se por todo o período ser considerado
como uma só celebração prolongada. Ou seja, todos os dias da oitava da Páscoa são dia de Páscoa.
A segunda semana (de 7 a 13 de abril) começa com o Domingo da Divina Misericórdia, assim nomeado desde o ano 2000, por iniciativa do Papa São João Paulo II.
Antigamente era chamado «Domingo in Álbis» (ou seja, «Domingo vestido de branco»), porque, nesse
dia, os batizados na vigília pascal depunham a túnica branca do batismo.
Popularmente foi chamado «Pascoela», isto é, «Pequena Páscoa».
Entre o terceiro e o quarto Domingo da Páscoa (de 14 a 21 de abril) decorre a Semana de Oração pelas Vocações
Para uma vivência plena, sugere-se o acesso a Semana de Oração pelas Vocações 2024
A quarta semana da Páscoa (de 21 a 27 de abril) é marcada pelo Domingo do Bom Pastor
O nome deve-se à leitura neste domingo do capítulo 10 do Evangelho de São João, onde se encontra o discurso do bom pastor. Acede-se aqui: Evangelho segundo S. João, 10.
O pastor não é só aquele que guia e conduz o rebanho. Ele é um companheiro de viagem que partilha com as suas ovelhas a sede, as longas caminhadas em busca dos melhores pastos, o calor do sol e as noites frias. O pastor é aquele que se sacrifica pelas suas ovelhas. O pastor é aquele que arrisca a sua vida pelas ovelhas.
O contexto do discurso de Jesus em que Se identifica com o bom pastor é uma polémica entre Ele e alguns líderes judaicos, que não eram verdadeiros pastores, pois só se preocupavam consigo próprios e não serviam, mas serviam-se do povo para os seus interesses.
Este ano, esta semana será particularmente vivida, por ocasião da peregrinação do Papa Francisco ao Santuário de Fátima.
A quinta semana da Páscoa (de 28 de abril a 4 de maio) desafia as comunidades cristãs
As leituras do V Domingo da Páscoa leva-nos a pensar nas muitas maneiras como podemos servir a comunidade.
Se escutarmos com atenção e meditarmos, surgirão inevitavelmente algumas perguntas na nossa mente: quantos são os membros ativos na nossa comunidade? Não haverá serviços que ninguém quer assumir? Porquê? Que colaboração tenho prestado? Que compromissos devo assumir para ser «pedra viva» do templo do Senhor?
A sexta semana da Páscoa (de 5 a 11 de maio) coloca-nos diante de Jesus Cristo como os atletas perante o seu treinador a escassos momentos de entrar em ação.
Diz Jesus no Evangelho: «Assim como o Pai Me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, assim como Eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. Disse-vos estas coisas, para que a minha alegria esteja em vós e a vossa alegria seja completa. É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros, como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos. Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamo-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça. E assim, tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, Ele vo-lo concederá. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros» (Jo 15).
A sétima semana da Páscoa (de 12 a 18 de maio) começa com a Ascensão do Jesus e encerra com a
vinda do Espírito Santo, no Pentecostes.
Sinais da unidade do tempo pascal
A unidade dos 50 dias do Tempo Pascal é destacada pelo Círio Pascal,
que permanece aceso em todas as celebrações.
E a primeira leitura é sempre do livro dos Actos dos Apóstolos, que conta a história das primeiras comunidades cristãs.
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