No quarto Evangelho, segundo S.
João, vemos que o discípulo amado cumpre dois principais papéis:
Primeiro,
está sempre atraído por Jesus, na
última ceia está reclinado sobre o peito de Jesus, na cruz está na cruz, os
outros estão dispersos.
Quando vai ao sepulcro corre mais
depressa que Pedro, está mais atraído.
Segundo,
está sempre a conduzir Pedro a
Jesus, sempre.
Na última ceia Pedro pergunta ao
discípulo amado quem é que ia trair Jesus, e o discípulo amado pergunta a
Jesus.
Quando vão ao sepulcro o
discípulo amado corre mais depressa, mas não entra. Atrás dele vem o Pedro, mas
quem entra primeiro é Pedro, porque o discípulo amado não entra, quer guiar
Pedro.
No capítulo XXI, quando Jesus
aparece na Margem, é ele quem reconhece Jesus.
Esse discípulo não tem de ser só
São João, nem só um homem: ele é a imagem do crente, é reconhecível em Nossa
Senhora, em Maria Madalena, em todos e cada um dos crentes de ontem, hoje e
amanhã...

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