Primeira
Estação: Jesus agoniza no monte das Oliveiras
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. Marcos:
Terminado o canto dos salmos, foram para o Monte das Oliveiras. Chegaram a uma propriedade chamada Getsémani, e Jesus disse aos discípulos: «Ficai aqui enquanto Eu vou orar.» Tomando consigo Pedro, Tiago e João, começou a sentir pavor e a angustiar-se. E disse-lhes: «A minha alma está numa tristeza mortal; ficai aqui e vigiai.» Adiantando-se um pouco, caiu por terra e orou para que, se possível, passasse dele aquela hora. E dizia: «Abbá, Pai, tudo te é possível; afasta de mim este cálice! Mas não se faça o que Eu quero, e sim o que Tu queres.» Depois, foi ter com os discípulos, encontrou-os a dormir.
Leitor (catequizando):
Depois da Última Ceia, Jesus entra em grande sofrimento. Ele sabe que estão a chegar horas muito difíceis. Todavia, Ele retira-se e vai rezar ao Seu Pai. E Jesus obedece à vontade do Pai.
Ó Jesus, depois de jantarmos, em nossa casa, nós deitamo-nos muitas vezes preocupados com o dia seguinte. Pensamos nas aulas, nos trabalhos de casa, nas brincadeiras do dia seguinte, nos colegas...
Mas esquecemo-nos de rezar.
Ó Jesus, Tu que quiseste a companhia dos teus amigos na oração da noite, aceita a minha companhia. E ensina-me, antes de dormir, a rezar ao Teu Pai, como Tu rezaste! A fazer a Vontade de Deus, como Tu fizestes.
Segunda
Estação: Jesus é traído por Judas, e é preso
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. Marcos:
Jesus ainda falava com os seus discípulos, quando chegou Judas Iscariotes, um dos Doze, e, com ele, um bando armado com espadas e varapaus, enviado pelos sumos-sacerdotes, doutores da Lei e anciãos. Ora, Judas, o traidor, tinha-lhes dado este sinal: “Aquele a quem eu beijar é ele, prendei-o e levai-o com cuidado”.
Assim que Judas se aproximou de Jesus, disse: “Rabi! (que significa Mestre!)”, e beijou-O. Os outros deitaram-Lhe as mãos e prenderam-No.
Leitor (catequizando):
Um beijo é sinal de amizade, mas o beijo que Judas (amigo de
Jesus) deu foi um sinal de traição.
Ó Jesus, quando chega a noite, muitas vezes, dou um beijo
aos meus pais. Mas nem sempre o faço de boa vontade, às vezes, estou com
indisposição e cansaço. Outras vezes, ao longo do dia, brigamos, desentendemo-nos
e, então, vou dormir sem lhes dar um beijo.
Ó Jesus, ensina-me a dar, todas as noites, um beijo de amor
e de perdão, a todos os que vivem lá em casa.
E também a dar-Te um beijo, um beijo de Amor, para Te
consolar dos beijos de traição que tens recebido.
Terceira
Estação: Jesus é condenado à morte
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. Marcos:
Conduziram Jesus a casa do sumo-sacerdote, onde se reuniram
todos os sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos. Os sumos-sacerdotes e
todo o conselho procuravam algum testemunho contra Jesus, para O condenar à
morte, mas não o encontravam. Muitos diziam falsos testemunhos contra Jesus, e
os seus depoimentos não condiziam. Levantaram-se, então, alguns e deram este
falso testemunho contra Jesus: «Ouvimo-lo dizer: Eu destruirei este Templo,
feito por mãos de homens, e em três dias edificarei outro, que não será feito
por mãos de homens.»
O sumo-sacerdote levantou-se no meio da assembleia e perguntou
a Jesus: «Não respondes nada? O que é isso que dizem contra ti?»
Mas Jesus manteve-se calado e nada respondia.
O sumo-sacerdote fez-Lhe outra pergunta: «És Tu o Cristo, o
Filho de Deus Bendito?»
Jesus respondeu-lhe: «Eu sou.»
O sumo-sacerdote rasgou, então, as suas vestes, dizendo: «Que
necessidade temos ainda de testemunhas? Ouvistes a blasfémia! Que vos parece?»
E todos O julgaram merecedor da morte.
Leitor (catequizando):
Bem de manhãzinha, como de costume, Jesus estava acordado. E
foi chamado a responder diante das autoridades religiosas daquele tempo, por um
crime que Ele não cometeu. Jesus foi acusado injustamente. E calou-se. O Seu olhar
de amor falou por si.
E eu? Ó Jesus, de manhã muito cedo, custa-me tanto sair da
cama.
Mal acordo, quando ainda tenho sono, começo logo a pensar nas
tarefas do dia. Às vezes, porque demoro um pouco para me levantar, acusam-me de
preguiça. E, por vezes, resmungou e respondo com raiva.
Ó Jesus, ensina-me a acordar com boa disposição, a dizer palavras
bonitas. E quando na conversa não há palavras bonitas, ensina-me a calar e a
fazer silêncio, mesmo diante de acusações injustas dos que estão à minha volta.
Faz com que o meu olhar de amor fale por mim e por Ti!
Quarta
Estação: Jesus é negado por Pedro
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. Marcos:
Estando Pedro no pátio, veio uma das criadas do sumo-sacerdote.
Ela fixou os olhos em Pedro, que se aquecia, e disse: «Também tu estavas com
Jesus de Nazaré». Mas ele negou: «Não sei, nem compreendo o que dizes.»
Depois, Pedro saiu para a entrada do pátio; e o galo cantou.
A criada, que o vira, começou a dizer aos que ali estavam: «Este faz parte do
grupo deles.»
Mas Pedro negou outra vez.
Pouco depois, os que ali estavam diziam de novo a Pedro: «Certamente
tu és um deles, pois és galileu.»
Então ele começou a praguejar e a jurar: «Não conheço esse
homem de quem falais.»
E imediatamente cantou o galo pela segunda vez.
Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe havia dito: «Antes
que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás.» E desatou a chorar.
Leitor (catequizando):
Pedro faz de conta que não conhece Jesus. Acorda, de manhã
cedo, e começa logo a negar que é amigo de Jesus.
E eu? Ó Jesus, quantas vezes acordo de manhã e faço de conta
que não Te conheço?
Esqueço-me de Te dizer uma palavra, de fazer o sinal da cruz,
de mostrar, como essa saudação, como Tu e eu somos amigos.
Não permitas, Jesus, que eu Te negue ao longo do dia, quero
que faças parte de cada instante da minha vida. E, quando me esquecer de Ti,
perdoa-me, porque és um Amigo sempre atento! Basta o Teu olhar, ó Jesus, para
que eu me sinta bem.
Ó Jesus, Tu estás sempre comigo! Quero estar sempre junto de
Ti!
Quinta
Estação: Jesus é julgado por Pilatos
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. Marcos:
Logo pela manhã, reuniram-se os sumos-sacerdotes com os
anciãos, os doutores da Lei e todo o conselho. Tendo amarrado Jesus, levaram-No
e entregaram-No ao governador romano, Pilatos.
Pilatos interrogou Jesus: «És Tu o rei dos judeus?»
Jesus respondeu: «Tu o dizes.»
Os sumos-sacerdotes acusavam Jesus de muitas coisas. Pilatos
interrogou-O de novo, dizendo: «Não respondes nada? Vê de quantas coisas és
acusado!» Mas Jesus nada mais respondeu, de modo que Pilatos ficou admirado.
Era costume Pilatos soltar em cada festa um preso que o povo
lhe pedisse. Ele perguntou: «Quereis que vos solte o rei dos judeus?» Mas o
povo pediu que lhes soltasse a Barrabás. E gritou que crucificasse Jesus.
Pilatos insistiu: «Mas que mal fez ele?». E o povo gritava mais ainda: «Crucifica-o!»
Leitor (catequizando):
Logo de manhã, Jesus é interrogado e julgado pelo poder
político do seu tempo. Jesus não responde às provocações. Apesar de ser «rei»,
não se arma, com poder e triunfo. Até o próprio Pilatos reconhece que Jesus não
fez nada de mal.
E eu, Ó Jesus, quando os meus pais ou irmãos me fazem
perguntas sobre os estudos, ou, na escola, quando os professores preferem
perguntar a outros colegas e não a mim, ou quando os colegas me chamam por alcunhas…
muitas vezes respondo a todos com raiva... pois tudo isso é muito duro! Mas sei
também que seria mais triste ainda que ninguém reparasse em mim.
Ajuda-me, ó Jesus. Ensina-me a calar-me, principalmente
quando as palavras que estiverem para sair da minha boca forem feias. Ensina-me
a responder somente quando eu tiver palavras boas e bonitas para dizer.
Sexta
Estação: Jesus é flagelado e coroado com espinhos
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. Marcos:
Pilatos querendo satisfazer o Povo, soltou-lhes Barrabás e
entregou Jesus, depois de açoitado, para que fosse crucificado.
Os soldados conduziram Jesus ao interior do pátio, a um
lugar chamado pretório, onde convocaram toda a coorte. Vestiram Jesus de
púrpura, teceram uma coroa de espinhos e colocaram-na na cabeça Dele. Depois
começaram a fazer troça: «Salvé, ó rei dos judeus!»
Também batiam na cabeça de Jesus com uma vara, cuspiam-Lhe e
punham-se de joelhos como O saudar.
Depois de terem escarnecido de Jesus, os saldados tiraram-lhe
a púrpura, deram-Lhe as suas vestes e levaram-no para ser crucificado.
Leitor (catequizando):
Os sofrimentos de Jesus começam a ser maiores. Jesus sabe
que aquele dia vai ser muito difícil. Mas deixa-Se guiar pelo amor.
Ó Jesus, quantas vezes também me é tão difícil suportar as
horas do dia. Às vezes, parece que o tempo não passa, na escola parece que
nunca mais chega a hora do intervalo ou a hora de ir para casa.
Eu Te peço, ó Jesus, ajuda-me a manter a calma e a
serenidade, em todas as horas do dia. Ensina-me a ver que cada hora do dia tem
a sua beleza, pois Tu, Jesus, és o amigo de todas as horas.
Sétima
Estação: Jesus carrega a cruz
e é ajudado por Simão de Cirene
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. Lucas:
Enquanto conduziam Jesus pelas ruas de Jerusalém a caminho
do monte Calvário, fizeram parar um certo Simão, natural de Cirene, que voltava
do campo, e impuseram-Lhe a cruz para que a carregasse atrás de Jesus.
Leitor (catequizando):
Jesus carrega a Cruz. E Jesus aceita a ajuda de um homem,
para levar a sua Cruz.
Ó Jesus, às vezes também tenho de suportar as fraquezas dos
outros: ou porque precisam que eu vá despejar o lixo em vez deles, ou porque
tenho de emprestar a lapiseira, ou porque tenho de repetir o que os professores
estão a dizer, ou porque, querendo ir brincar, me pedem para fazer algum
trabalho ou para ouvir um desabafo.
Ó Jesus, ensina-me a aceitar os imprevistos, a não reclamar
e a não querer tudo para mim.
Tu ofereces as tuas mãos e os teus ombros para carregar as
nossas fragilidades. Ensina-me também a não ser indiferente aos outros que
precisam de mim, seja em casa, nas aulas, no intervalo, na igreja, em qualquer
lugar. Se me procuram é porque estão com alguma dificuldade.
Ajuda-me, ó Jesus, porque eu também não sei tudo, também não
consigo fazer tudo sem ajuda.
Ó Jesus, eu quero estar sempre atento e disposto a ajudar
quem precisar de mim. E Tu és a minha força!
Oitava
Estação: Jesus fala às mulheres de Jerusalém
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. Lucas:
No caminho do Calvário, seguia Jesus uma grande multidão.
Algumas mulheres batiam no peito e lamentavam a sorte Dele. Jesus voltando-se,
disse-lhes: «Filhas de Jerusalém, não chorem por mim, mas chorai por vós mesmas
e pelos vossos filhos.»
Leitor (catequizando):
Entre a multidão que assistia à caminhada de um condenado à
morte, havia mulheres que gostavam de Jesus. E Jesus olha para elas, com amor. Para
Jesus, é mais triste pecar e ofender a Deus, do que carregar uma Cruz.
Ó Jesus, há dias em que me zango com a minha família, faço
birra e fecho-me no meu orgulho.
Mas Tu despertas em mim uma saudade imensa de estar com aqueles
que me amam e a quem mais amo, para lhes dar e receber deles carinho, sorrisos,
companhia…
Ajuda-me, Jesus, a nunca julgar ninguém como inimigo, mas a
olhar para todos com afeto.
E ajuda-me, ó Jesus, a não me esquecer de Ti. Que, antes de adormecer,
eu me lembre de tudo que aconteceu ao longo do meu dia e agradeça os acontecimentos
bons e veja onde errei, para me corrigir.
Nona
Estação: Jesus é crucificado
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. Marcos:
Conduziram Jesus ao lugar chamado Gólgota, que quer dizer
lugar do crânio. Depois de o crucificarem e a mais dois malfeitores, os
soldados deram-Lhe a beber vinho misturado com mirra – era um analgésico –, mas
Ele não aceitou. E Jesus dizia: «Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que
fazem.»
Depois, repartiram as suas vestes, tirando à sorte sobre
elas, para ver o que tocaria a cada um.
Leitor (catequizando):
Queriam dar a Jesus uma espécie de vinagre, para lhe disfarçar
a dor, mas não o retiraram da Cruz.
Dizem as Escrituras que alguns gozavam com a situação,
dizendo: «Vejamos se Deus o vem salvar.» Mas eram eles que tinham o poder de
salvar Jesus. Bastava que o retirassem da cruz.
Ó Jesus, às vezes, reclamo com os outros e digo-lhes que a
culpa do que corre mal é deles. Às vezes, quando falta algo à mesa, mando ir
buscar, em vez de me oferecer para ir eu… e assim em tantas coisas. Chego, até,
a fugir, para não ficar ao lado de alguns amigos, de quem não gosto tanto.
Ó Jesus, ensina-me ser, como Tu, amigo de todos.
Ó Jesus, ensina-me a gostar de todas as comidas que chegam a
mesa.
Ó Jesus, ensina-me, sobretudo, a gostar de comungar na
missa, pois és Tu que estás na hóstia, como Tu disseste: «Tomai e comei. Isto é
o Meu Corpo que será entregue por vós.»
Décima
Estação: Jesus na cruz sofre ultrajes
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. Lucas
O povo permanecia no Calvário, a olhar para os crucificados.
Os chefes militares e religiosos, porém troçavam e diziam: «Salvou os outros,
que Se salve a si mesmo, se é o Messias, o Eleito de Deus!»
Leitor (catequizando):
Ó Jesus, que eu saiba olhar-Te, amar-Te e respeitar-Te. Nunca
permitas que eu troce de Ti, ou que me envergonhe de ser teu amigo junto dos
meus colegas.
Ó Jesus, ensina-me a ser simpático com aqueles que vivem ao
meu lado: família, amigos, colegas, professores, catequistas, padre… com todas
as pessoas que são importantes na minha vida.
Ó Jesus, ensina-me, em especial, a não ficar indiferente
perante o sofrimento, a solidão, o desnorte das pessoas à minha volta e,
também, de outros países e continentes.
Décima
Primeira Estação: Jesus promete o Paraíso ao ladrão arrependido
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. Lucas
Ao lado de Jesus, também foram crucificados dois
malfeitores. Um deles, suspenso na Cruz, insultava Jesus, dizendo: «Não és tu o
Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também». Mas o outro repreendia-o: ««Nem
sequer temes a Deus, tu que sofres o mesmo suplício? Quanto a nós, fez-se
justiça, pois recebemos o castigo que as nossas ações mereciam; mas Ele não fez
nenhum mal.» E acrescentou: «Jesus, lembra-te de mim, quando estiveres no teu
Reino.»
Jesus respondeu-lhe: «Em verdade te digo: hoje estarás
comigo no Paraíso.»
Leitor (catequizando):
Jesus não pensa só nos Seus sofrimentos. Ele é capaz de
olhar para o lado e de ver o sofrimento dos outros. Ele lembra-Se do ladrão
arrependido.
Ó Jesus, quantas vezes, pensando só nas minhas coisas, nem
me lembro dos outros. Os outros colegas também têm trabalhos de casa, também
têm problemas de saúde ou outros tipos de dificuldades, e precisam de mim.
Ensina-me, ó Jesus, a lembrar-me dos outros, também quando não
precisam de mim.
E a lembrar-me sempre de Ti, pois sei que Tu estás sempre ao
meu lado e Te lembras sempre de mim.
Décima
Segunda Estação: Jesus na cruz,
a Sua Mãe e o discípulo amado
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. João:
Junto à cruz de Jesus estavam, de pé, a sua mãe e a irmã da
sua mãe, Maria, a mulher de Clopas, e Maria Madalena. Então, Jesus, ao ver ali
ao pé a sua mãe e o discípulo que Ele amava, disse à mãe: «Mulher, eis o teu
filho!» Depois, disse ao discípulo: «Eis a tua mãe!» E, desde aquela hora, o
discípulo acolheu-a como sua.
Leitor (catequizando):
Mesmo com sofrimentos terríveis, Jesus está preocupado com a
sua Mãe. José, o pai de Jesus, já tinha morrido. Maria estava sozinha, junto de
Jesus, quando todos os outros discípulos fugiram e se esconderam com medo.
Jesus confia a sua Mãe a um amigo muito especial, João. E confia o seu amigo à
sua Mãe.
Ó Jesus, tu também me entregas a Tua Mãe como minha e nossa
Mãe e confias-me a Ela como seu filho.
Ó Jesus, neste momento, fazes de nós todos irmãos.
Obrigado Jesus, por nos teres dado Maria como nossa Mãe,
ajuda-nos a amá-La sempre.
Quanto a mim, ó Jesus, nem sempre dou atenção à minha mãe e
ao meu pai, que me deram a Vida.
Nem sempre vejo que precisam de mim e que eu os podia ajudar
em alguma coisa.
Ajuda-me a ser muito meigo e atento com a minha mãe e o meu
pai.
E ajuda-me a ver o meu próximo como meu irmão e minha irmã.
Décima
Terceira Estação: Jesus morre na cruz
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. Marcos
Era quase meio-dia e em toda a terra houve trevas até às
três da tarde. O véu do templo que tapava o caminho para o lugar onde estava
uma arca com as tábuas da lei de Deus rasgou-se pelo meio. Nesse momento, Jesus
deu um forte brado e disse: «Pai, nas tuas mãos, entrego o meu espírito.» E,
dizendo isso, expirou.
Leitor (catequizando):
Façamos silêncio. Ouçamos o nosso pensamento. Jesus morreu por
mim, morreu por amor a cada um de nós. O que sinto? O que Lhe quero dizer?
Ó Jesus, tu morreste para ressuscitar e fazer bater o teu
amor no meu e no nosso coração.
(silêncio total)
Décima
Quarta Estação: Jesus é colocado no sepulcro
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. Marcos:
José de Arimateia foi corajosamente procurar Pilatos e
pediu-lhe o corpo de Jesus. Pilatos espantou-se por Ele já estar morto e,
mandando chamar o centurião, perguntou-lhe se já tinha morrido há muito. Informado
pelo centurião, Pilatos ordenou que o corpo fosse entregue a José. Este, depois
de comprar um lençol, desceu o corpo da cruz e envolveu-o nele. Em seguida,
depositou-o num sepulcro cavado na rocha e rolou uma pedra sobre a entrada do
sepulcro.
Leitor (catequizando):
Jesus está sepultado. É como uma semente que é lançada à
terra. Aí morre, para dar muito fruto.
Ó Jesus, nos momentos difíceis, quando não vemos logo os
resultados do nosso esforço, nem sempre é fácil acreditar que valeu a pena.
Olha, dá aos nossos pais, educadores e catequistas a Tua
confiança de Semeador. Faz com que eles acreditem que vale sempre a pena. Dá-lhes
a certeza, ó Bom Jesus, de que nenhum sacrifício é em vão. Nós te pedimos:
enche de frutos, de alegria e de Paz, a vida deles e a de cada um de nós. Para
que Tu vivas, em Páscoa, nos nossos corações!
Décima
Quinta Estação: Jesus Ressuscita
Leitor (catequista) – Leitura do Evangelho de S. João:
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando
fechadas as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, com medo das
autoridades judaicas, veio Jesus, pôs-se no meio deles e disse-lhes: «A paz
esteja convosco!» Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o peito. Os discípulos
encheram-se de alegria por verem o Senhor.
Tomé, um dos Doze, a quem chamavam o Gémeo, não estava com
eles quando Jesus veio. Diziam-lhe os outros discípulos: «Vimos o Senhor!» Mas
ele respondeu-lhes: «Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter
o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito.»
Oito dias depois, estavam os discípulos outra vez dentro de
casa e Tomé com eles. Estando as portas fechadas, Jesus veio, pôs-se no meio
deles e disse: «A paz seja convosco!» Depois, disse a Tomé: «Olha as minhas
mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas
incrédulo, mas fiel.» Tomé respondeu-lhe: «Meu Senhor e meu Deus!» Disse-lhe
Jesus: «Porque me viste, acreditaste. Felizes os que creem sem terem visto!»
Leitor (catequizando):
Ó Jesus, um dos teus discípulos não acreditou que tinhas
ressuscitado. Porque não Te tinha visto. E só tinham passado três dias da tua
morte.
Ó Jesus, passaram dois mil anos e, por vezes, eu também
tenho dificuldade em acreditar em Ti. Não te vejo, não Te ouço… E os meus colegas da escola ainda me fazem ter
mais dúvidas. Dizem que quem acredita é atrasado. Que quem não acredita nem vai
à igreja é que é moderno.
Ó Jesus, eu às vezes penso que até acredito em Ti, mas
conheço-Te mal. Mas os catequistas e o pároco são para mim como os teus
apóstolos em relação a Tomé. Eles dizem-me que te posso ver e tocar na Bíblia, na
Comunhão e em cada pessoa.
Obrigado, ó Jesus, porque, graças à tua ressurreição, estás
vivo para sempre e estás sempre comigo e connosco.

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