Como educar as novas gerações para mudarem uma sociedade de más ações?


Acredita realmente que as crianças são o futuro quem lhes ensina os valores de que precisarão para se tornarem líderes inovadores e desejosos de mudança. Estas dicas destinam-se a filhos, alunos, afilhados, membros do clube ou do movimento, etc.

1) Fazer com que cada criança, adolescente e jovem se responsabilize quando se comportar bem e quando se comporta mal. Se cometeu um feito normal ou heróico, enaltecer o esforço e o mérito. Se cometeu um erro, mesmo que pareça não ter graves consequências, precisam de aprender a admitir que fizeram algo errado, que têm de pedir desculpa por isso e corrigir as consequências dessa má atitude.
Isto também implica não os deixar fazer o que quiserem, nem permitir que culpem outras crianças ou amigos imaginários.
Mas requer sempre ser amável, acolher as desculpas, apoiar na decisão e nas atitudes de correcção. Porque, ensinar  a responsabilidade não significa fazer com que eles se sintam horríveis.

2) Clarificar o código de conduta, para determinar punições e recompensas. Não é necessário bater quando as palavras e o exemplo demonstram capacidade de educar com autoridade.
Os castigos terão de estar relacionados com a ação praticada: se partiu um copo de vidro, servir-se de algo que não satisfaz completamente; se se recusou a comer, não servir outra refeição até consumir aquela; se não estudou por estar distraído, não voltar à distração até completar os estudos.
E os elogios incrementam a autoestima e ensinam a reconhecer também o valor dos outros.

3) Delegar algumas tarefas de casa e não recompensar por tarefas que são obrigações do quotidiano, como arrumar o quarto, deixar a casa de banho limpa e pronta para quem vem a seguir, pôr a mesa, ajudar a levar o lixo e fazer reciclagem, etc.
Isto ajudará a desenvolver o sentido de que deve contribuir positivamente para a família, a sociedade, independentemente do que receba em troca. 

4) Mostrar o que acontece no mundo. É importante que passem da observação do discurso e da ação dos pais e da família para a noção de que  todas as pessoas do mundo realizam tarefas. Para isso, ver cinema, ler jornais, revistas e livros, visitar exposições, assistir a teatro... A comunicação social, cada uma das artes, a vida em organizações (Igrejas e religiões, movimentos, associações, clubes desportivos, etc.) são instrumentos de sociabilização.

5) Encarar a escola, a catequese... como pilares da formação do caráter
Na escola e na catequese (ou área educativa de cada religião) debatem-se aqueles valores e princípios que criam harmonia na família humana, como respeito e confiança (fundados na dignidade de cada vida), responsabilidade pessoal e justiça social (fazer cada um a sua parte e integrar todos, respeitando os direitos e deveres), compaixão e cidadania (ser solidários, perdoar, fazer por melhorar).

6) Ensinar a sentirem-se responsáveis pelos mais débeis, mais pobres, mais abandonados, mais necessitados, tendo um papel ativo de protegê-los, capacitá-los e integrá-los, e nunca para tirar vantagem do seu estado.

7) Manter em estado de vigilância, de denúncia e de noção de tarefa inacabada
Porque cada geração tem as sua beleza e bondade, mas também o seu lado sombrio e maldade.


redação de Fraternitas Movimento

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