No mundo dos investimentos, as mulheres conseguem em média melhores retornos do que os homens. Um grupo de investigadores norte-americanos tentou desvendar as razões e parece ter conseguido.
Em média, as mulheres conseguem um ganho 1 % superior ao dos homens quando colocam dinheiro a render em empresas, ações e outros produtos financeiros. Pode não parecer uma diferença grande, mas, bem analisada, é muito relevante.
A diferença nos retornos permite, por exemplo que um investimento médio feito por uma mulher renda 8 % em juros ao ano, o que em 30 anos permite que 10 mil euros se transformem em mais de 100 mil euros sem qualquer poupança extra. Com os mesmos 10 mil euros um homem consegue em média um retorno de 7,06 % ao ano, o que significa que no mesmo período de tempo, o investimento cresceria apenas até aos 77 414 euros. Devido aos juros compostos, a diferença de desempenho é de 23 %.
Para tentar descobrir a causa desta diferença tão notória entre a capacidade de investir de homens e mulheres, um grupo de investigadores do Laboratório ZRT e das universidades de Caltech, Wharton e Western juntaram-se e criaram um teste. O objetivo era perceber se a diferença na capacidade de investir se devia às diferenças biológicas entre géneros; foram então criados três grupos diferentes: dois de mulheres, um de homens que receberam uma dose de gel de testosterona e um grupo de homens que receberam um placebo.
Todos os grupos foram então confrontados com vários dilemas e desafios ao raciocínio e as diferenças saltam à vista: em resposta a perguntas como "Se uma bola e um taco custam 1,1 euros e o taco custa mais um euro do que a bola, quanto custa a bola?", os homens mostraram mais tendência para responder depressa e sem pensar no dilema, principalmente quando recebiam o gel de testosterona. Na maior parte dos casos, os homens responderam imediatamente que a bola custava 10 cêntimos, quando na verdade custa 5 cêntimos (o taco custa mais um euro, ou seja, 1,05 euros)
Pelo contrário, as mulheres mostraram mais tendência a pensar antes de responder, principalmente quando os cientistas começaram a dar prémios monetários a quem acertasse as perguntas. Mesmo com a perspetiva de ganhar dinheiro com respostas corretas, os homens responderam com o primeiro instinto, que muitas vezes está errado quando se trata de problemas de lógica.
«A testosterona inibe o processo de fazer uma verificação mental das decisões, ou então, aumenta o sentimento intuitivo de que temos razão», explica um dos investigadores em declarações ao site MarketWatch. «Na nossa opinião, isto é uma questão de aumento de confiança. Se estivermos mais confiantes, achamos que tudo o que decidimos está correto e não temos dúvida suficiente para corrigir os erros.»
Fonte: www.noticiasaominuto.com

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