A letra e a música de «Amar
pelos dois» é fruto de um amor fraternal entre Luísa e Salvador Sobral.
É uma canção linda, muito bem escrita e bem musicada em termos melódicos, porque foi feita a pensar em quem a iria interpretar e em quem iria perceber e identificar-se com a sua mensagem.
Amar pelos dois
Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar
Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender
Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender
Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração pode amar pelos dois
É uma canção linda, muito bem escrita e bem musicada em termos melódicos, porque foi feita a pensar em quem a iria interpretar e em quem iria perceber e identificar-se com a sua mensagem.
Amar pelos dois
Se um dia alguém perguntar por mim
Diz que vivi para te amar
Antes de ti, só existi
Cansado e sem nada para dar
Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender
Meu bem, ouve as minhas preces
Peço que regresses, que me voltes a querer
Eu sei que não se ama sozinho
Talvez, devagarinho, possas voltar a aprender
Se o teu coração não quiser ceder
Não sentir paixão, não quiser sofrer
Sem fazer planos do que virá depois
O meu coração pode amar pelos dois
Escutar e, no final, questionar(-se)
Afinal, do que fala esta canção?
Que sentimentos despertam em ti esta canção?
Que sentimentos despertam em ti esta canção?
Do
que fala?
Qual
é o estado de espírito de quem a canta/escreve?
Que
ideias transmite sobre o amor?
1ª
Quadra
«Diz
que vivi para te amar»
Viver
por amor pode ser um objetivo de vida? Conheces alguém que viva deste modo?
Viver
para amar ou viver por amor: este propósito de vida faz-te sentido?
«Antes
de ti, só existi»
O
que quererá o autor dizer com esta frase?
Podemos
conhecer a mesma felicidade estando sozinhos?
2ª
Quadra
«Peço
que regresses, que me voltes a querer»
É
possível pedir a alguém que nos ame?
«Talvez
devagarinho possas voltar a aprender»
Como
é que se ensina e aprende a amar?
Podemos
ficar indiferentes ao amor que têm por nós?
3ª
Quadra
«Se
o teu coração não quiser….»
O
autor usa o verbo querer… O amor é uma vontade?
Sofrer
… Será que o amor traz apenas felicidade?
És
feliz se amares sem seres amado?
Devemos
privar-nos de amar porque corremos o risco de sofrer?
«O
meu coração pode amar pelos dois»
É
possível viver-se uma relação em que apenas um dos dois ama?
Não
é justo pedir que nos amem na mesma medida?
O
que significa amar? O que significa ser-se amado?
Dinâmica para aplicar a reflexão
Dar um pedaço de papel de cozinha a cada membro
da família, ou grupo. Um pouco acima do fundo, pedir que desenhem, num tamanho médio, um coração,
como símbolo do seu próprio coração.
Com
uma caneta vermelha tipo rollerball (ou marcador),
pedir que preencham o coração, simbolizando
o amor de Deus que nos preenche.
Acima
do coração, pedir que desenhem 3 ou 4
corações mais pequenos, que pretendem representar
as pessoas com quem convivemos.
Colocar num pires (ou no tampo da mesa) um pouco
de água (sinal do Espírito Santo). Desafiar a
encostarem o papel à água e a observarem o que
acontece.
Reflexão apoiada na Palavra de Deus
Deus
não quer que o seu amor viva “fechado”.
O
amor de Deus é fecundo e dá frutos. E é importante
que esse amor chegue a mais corações.
Abrirmo-nos
ao amor de Deus significa que pelo
Espírito Santo Jesus vive em nós também. «Se alguém
me tem amor, há-de guardar a minha palavra;
e o meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele
faremos morada» (Jo 14, 23).
Deus ama-nos antes de tudo e desde o seio da nossa mãe, ou seja, antes mesmo de existirmos. (1 Jo 4, 19) | Gl 1, 15)
Deus ama-nos antes de tudo e desde o seio da nossa mãe, ou seja, antes mesmo de existirmos. (1 Jo 4, 19) | Gl 1, 15)
O amor não é uma teoria. Jesus de Nazaré revela-nos esse amor incondicional de Deus. Percebemos esse amor através dos seus gestos amorosos que traziam a liberdade às pessoas.
Na parábola do filho pródigo (Lc 15, 11-32), Jesus fala-nos do Deus pai que nos ama mesmo quando preferimos desprezar esse amor. Mesmo assim, o Pai espera pelo filho e no seu regresso oferece-lhe o seu abraço e não uma lição de moral sobre a injustiça das suas atitudes.
O conhecimento do amor e da ternura de Deus é um dom do Espírito Santo. Quando pela sua ação tomamos consciência da ternura de Deus, o nosso coração desperta para a urgência de, por um lado, viver segundo este amor, e por outro, de o testemunharmos.
A Primeira carta de S. João diz que Deus é amor. Como fomos criados à imagem de Deus, viver para o amor é a nossa vocação.
«Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo aquele que ama nasceu de Deus e chega ao conhecimento de Deus» (1 Jo 4,7).
Sabermo-nos assim amados por Deus tem consequências na nossa vida.
«Respondeu-lhe Jesus: "Se alguém me tem amor, há-de guardar a minha palavra; e o meu Pai o amará, e Nós viremos a ele e nele faremos morada..."» (Jo 14, 23)
Sabermo-nos amados desperta em nós o desejo de anunciar a Boa Nova do amor de Deus aos irmãos. Quando se sente amada, a pessoa sente-se mais forte e cresce nela a confiança e auto-estima.
Claudine Pinheiro, em Magazine IMISSIO, n.º 1

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