"O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas" (João 10, 11). O apóstolo Paulo escreve aos cristãos de Corinto: «Quanto a mim, de bom grado darei o que tenho e dar-me-ei a mim mesmo totalmente, em vosso favor. Será que, por vos ter mais amor, sou menos amado?» (2 Coríntios 12.15).
2. Preocupa-se com a vida de cada pessoa, individualmente
«Se um homem tiver cem ovelhas e uma delas se tresmalhar, não deixará as noventa e nove no monte, para ir à procura da tresmalhada? E, se chegar a encontrá-la, alegra-se mais com ela do que com as noventa e nove que não se tresmalharam. Assim também é da vontade de vosso Pai que está no Céu que não se perca um só destes pequeninos» (Mateus 18, 12-14).
3. Considera-se um servidor
«Ele, Jesus, deu a sua vida por nós; assim também nós devemos dar a vida pelos nossos irmãos. Se alguém possuir bens deste mundo e, vendo o seu irmão com necessidade, lhe fechar o seu coração, como é que o amor de Deus pode permanecer nele? Meus filhinhos, não amemos com palavras nem com a boca, mas com obras e com verdade» (1 João 3, 16-18)
«Como bons administradores das graças de Deus, cada um de vós ponha ao serviço dos outros o dom que recebeu» (1 Pedro 4, 10).
4. Não é senhor, mas aje como um exemplo
«Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, governando-o não à força, mas de boa vontade, tal como Deus quer; não por um mesquinho espírito de lucro, mas com zelo; não com um poder autoritário, mas como modelos do rebanho (1 Pedro 5, 3).
5. Procura no Senhor conselho para o seu modo de viver
«Porque os pastores se tornaram estúpidos e não buscam o Senhor; por isso não prosperam, e os seus rebanhos dispersaram-se» (Jeremias 10, 21).
6. Não se apascenta a si mesmo
«Assim fala o Senhor DEUS: Ai dos pastores que se apascentam a si mesmos! Não devem os pastores apascentar o rebanho? Vós, porém, bebestes o leite, vestistes-vos com a sua lã, matastes as rezes mais gordas e não apascentastes as ovelhas. Não tratastes das que eram fracas, não cuidastes da que estava doente, não curastes a que estava ferida; não reconduzistes a transviada; não procurastes a que se tinha perdido; mas a todas tratastes com violência e dureza» (Ezequiel 34, 1-4).
7. Ama a sua vocação e a sua tarefa inigualável e insubstituível na Igreja
O cristão sabe que o ministério/serviço/tarefa que ele realiza na Igreja é-lhe dado e pedido por Deus. Por isso, qualquer trabalho pastoral precisa, primeiramente, de ser desejado, sonhado, amado, trabalhado como relação com o próprio Deus e, ao mesmo tempo, com aqueles que Deus lhe confia... É algo que brota no coração da pessoa e ocupa os seus pensamentos e seus projetos.
«Jesus perguntou a Simão Pedro: "Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?" Pedro respondeu: "Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo." Jesus disse-lhe: "Apascenta os meus cordeiros." (João 21).
8. Dispõem-se a pagar o preço mais elevado
O pastor bem sucedido está disposto a pagar com a vida para não perder os que estão ao seu cuidado.
«O mercenário e o que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo, abandona as ovelhas e foge, e o lobo arrebata-as e espanta-as, porque é mercenário e não lhe importam as ovelhas. Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e elas conhecem-me, assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai; e ofereço a minha vida pelas ovelhas» (João 10, 11-15).
9. Estabelece os passos a seguir, é líder
Ele interessa-se por conhecer as necessidades da sua Igreja e da povoação e anima cada cristãos a colaborar com as suas qualidades e capacidades. É esse o modo de proceder de Deus, quando escolhe Moisés para liderar o êxodo do seu povo:
«Eu bem vi a opressão do meu povo, e ouvi o seu clamor; conheço, na verdade, os seus sofrimentos. Desci a fim de o libertar e de o fazer subir desta terra para uma terra boa e espaçosa. (...) E agora, vai; Eu te envio ao faraó, e faz sair do Egipto o meu povo, os filhos de Israel» (Ex 3, 7-10).
10. Acolhe na Igreja todas as pessoas, mesmo as que não o apoiam
Porque ninguém se pode autojustificar diante de Deus nem julgar o próximo com capacidade de o julgar.
«Por isso, não tens desculpa tu, ó homem, quem quer que sejas, que te armas em juiz. É que, ao julgares o outro, a ti próprio te condenas, por praticares as mesmas coisas, tu que te armas em juiz.
Ora nós sabemos que o julgamento de Deus se guia pela verdade contra aqueles que praticam tais acções. Cuidas, então que escaparás ao julgamento de Deus? Não estarás tu a desprezar as riquezas da sua bondade, paciência e generosidade, ao ignorares que a bondade de Deus te convida à conversão?
Deus retribuirá a cada um conforme as suas obras: para aqueles que, ao perseverarem na prática do bem, procuram a glória, a honra e a incorruptibilidade, será a vida eterna; para aqueles que, por rebeldia, são indóceis à verdade e dóceis à injustiça, será ira e indignação.
É que em Deus não existe acepção de pessoas» (Romanos 2)

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