Na homilia da Missa celebrada na Casa Santa Marta, ao citar o exemplo de São Paulo, o Papa Francisco explicou três características que os sacerdotes devem ter para serem realmente bons pastores.
1. É apaixonado
A primeira qualidade é ser um pastor “apaixonado”, a ponto de dizer à sua gente, ao seu povo: «Sinto por vós um amor ciumento semelhante ao amor divino», indicou Francisco, acrescentando que “isso é aquela característica que nós chamamos zelo apostólico: não se pode ser um verdadeiro pastor sem este fogo por dentro”.
2. Sabe discernir
O sacerdote é “um homem que sabe discernir”, e “sabe que na vida há a sedução. O pai da mentira é um sedutor. O pastor, não. O pastor ama. Ama. Ao invés, a serpente, o pai da mentira, é um sedutor. É um sedutor que tenta afastar da fidelidade, porque aquele ciúme divino de Paulo era para levar o povo a um único esposo, para manter o povo na fidelidade ao seu esposo. Na história da salvação, nas Escrituras muitas vezes encontramos o afastamento de Deus, as infidelidades ao Senhor, a idolatria, como se fossem uma infidelidade matrimonial”. Portanto, que saiba “discernir onde existem perigos, onde estão as graças… onde está a verdadeira estrada”.
3. Capacidade de denunciar
A terceira característica é a “capacidade de denunciar” porque “um apóstolo não pode ser ingénuo: "Ah, está tudo bem, vamos para frente, ok?, está tudo bem … Façamos uma festa, todos … tudo é possível…".
O sacerdote sabe que há a fidelidade ao único esposo, a Jesus Cristo, a defender. E ele sabe condenar, com aquela concretude, dizer ‘isso não’, como os pais dizem ao filho quando começa a gatinhar e se aproxima de tomada elétrica para colocar o dedo”.
Francisco, então, recordou a sua visita recente às cidades italianas de Bozzolo e Barbiana, aos túmulos dos sacerdotes Milani e Mazzolari.
Lembrou que o P.e Milani dizia quando ensinava os jovens que as coisas deveriam ser levadas a sério, contra o slogan daquele tempo que era ‘eu não me importo’. Portanto, saber denunciar “o que vai contra a sua vida”.
Disse ainda que, muitas vezes, “perdemos esta capacidade de condenar e queremos levar avante as ovelhas um pouco com aquela ‘bondade’ que não é ingénua”, mas faz mal. Aquela “bondade” para atrair a admiração ou o amor dos fiéis “deixando que façam”.

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