«O modo de ser e de agir de Deus, que Ele quer propor a cada pessoa que criou, é uma preciosidade única»


Termina neste domingo o discurso em parábolas que preenche todo o capítulo 13 do evangelho segundo Mateus.

«Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo.
O reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola.
O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora. Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes.
Entendestes tudo isto?" Eles responderam-Lhe: "Entendemos."
Disse-lhes então Jesus: "Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas."»

Qual é o foco das parábolas? Jesus pede decisões radicais: deixar tudo para O seguir
O ponto fundamental das duas primeiras parábolas não está no achado do tesouro ou da pérola, mas na decisão que tomam os dois protagonistas em vender tudo o que têm para comprar o que descobriram ou encontraram.

No primeiro caso, e de acordo com o costume da época, o tesouro não pertence a quem o encontra mas ao dono do campo. Por isso, não basta tê-lo encontrado. É preciso comprar o campo para se tornar também proprietário do tesouro.

É clara a mensagem desta parábola: o Reino de Deus - isto é, o modo de ser e de agir de Deus, que Ele quer propor a cada pessoa que criou - é um valor supremo, uma preciosidade única e inestimável. Vale a pena qualquer sacrifício e renúncia para o obter, para fazer parte dele, mas isto exige sabedoria para tomar a decisão radical. O acento não está posto no sofrimento que tal escolha pode comportar ma na alegria da descoberta.

No segundo caso, o protagonista é um negociante que arrisca tudo o que tem para comprar uma pérola que sabe valer a pena. 

A parábola apresenta a mesma mensagem do tesouro escondido mas, além da preciosidade do Reino, mostra também a sua beleza incomparável, para além se sublinhar a «procura».

A mensagem desta parábola é que o Reino de Deus é algo a procurar sem tréguas. Mas a descoberta será sempre surpreendente e superior ao esperado.

A terceira parábola ilustra para a comunidade dos discípulos que o tempo atual é o da pesca, o tempo de lançar a rede do Evangelho para apanhar a todos sem distinção. A separação final, o juízo, cabe somente a Deus.

P.e Franclim PachecoDiocese de Aveiro

Comentários

  1. estou em crer que o modo de ser de Deus está claramente mostrado, na PALAVRA de VER que é a Vida abundante de Graça de Jesus. e se as Parábolas são aproximações, palavras que nos aproximam do modo de Reinar do nosso Deus... estas três que são uma só, fazem-no lindamente

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