
Não sei... Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura...
Enquanto durar.
Feliz aquele que transfere o que sabe
e aprende o que ensina”.
e aprende o que ensina”.
- Cora Coralina
Ela às vezes conseguia responder.
Conseguia responder a um sofrimento com um sorriso.
Conseguia responder a uma tristeza com um momento de
alegria.
Conseguia responder a uma queda com um salto.
Conseguia responder a uma inveja com um desejo de bem.
Conseguia responder a uma dor com um erguer de ombros.
Conseguia responder à pobreza com trabalho.
E às vezes não conseguia.
Muitas vezes não conseguia.
Muitas vezes,
os sofrimentos, as tristezas, as quedas, as invejas
e as dores tomavam corpo nela e ocupavam-na de uma forma inevitável.
Mas isto só acontecia quando ela respondia sem pensar, sem
parar para perceber o que sentia e de onde lhe vinham os sentimentos.
E sempre que parava e pensava, quase que fisicamente
ela
desenrolava-se e conseguia responder ao mal com o bem,
ao negativo com o
positivo.
Depois, claro, não conseguia suportar pessoas azedas,
pessimistas, enroladas em si próprias.
Mas também ela era assim, só com esforço conseguia não o
ser.
Se pudesse teria sempre um sorriso na cara.
Se quisesse encontrava sempre um motivo para dizer obrigada.
Margarida Reduto, www.essejota.net
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