Quem é a ponte para os outros que não são nossa família? Quem é nosso companheiro nas primeiras viagens ao mundo dos sonhos?


Os irmãos são os primeiros amigos da infância.

Logo a seguir, os  primos têm imenso valor, seja pelas brincadeiras, em que já se faz sentir algum tipo de concorrência, seja pelos intercâmbios de conhecimentos ou de relatos de acontecimentos vividos, seja pelos primeiros afetos a alguém fora do núcleo familiar.

Na falta de irmãos e de primos, são os amigos (tornados irmãos pelo coração) que ocupam esse lugar tão importante.

Os laços do sangue que nos ligam na mesma árvore genealógica dão um caráter especial à amizade: irmãos e primos ocupam um lugar privilegiado nos nossos pensamentos e ficam para sempre gravados na nossa memória. Ainda que não estejam fisicamente presentes todos os dias, é impossível que a mente e o coração não os recordem frequentemente.

Primos são a ponte para os outros que não são nossa família
Quem tem o gosto de crescer com primos ao seu lado sabe o que os momentos de convivência são desejados: as tardes de brincadeira, as longas conversas ao entardecer e à noite, também as brigas e os pedidos de reconciliação e de paz quase forçados.

«Peçam perdão e deem um abraço», dizem os pais ou os tios, ou os avós, para quem os "beligerantes" são iguais, porque são todos netos.

E os momentos de diversão são dolorosamente interrompidos, porque a qualquer momento alguém chama para a refeição ou para ir embora.

Com os irmãos aprendemos a solidificar os alicerces da nossa pessoa, do nosso carácter.

Com os primos aprendemos a relacionar-nos para lá das fronteiras físicas e afetivas da nossa casa, e para lá da rotina diária.

Com os primos começamos, até, a mergulhar num mundo de sonhos e fantasia, a viajar para aquele mundo que  gostaríamos que esta Terra fosse. 

E chegará o dia em que nos será pedido que concretizemos esses sonhos entre pessoas e, até, povos distantes e alheios de nós. 

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