Sabias que, antigamente, as igrejas não tinham bancos?

Os bancos (assentos) são objetos necessários e básicos em qualquer igreja católica (edifício), em muitos países. No entanto, eles são uma invenção recente e o seu uso não começou no Catolicismo.

Na maior parte do tempo da história da Igreja, os fiéis permaneciam de pé durante a celebração da Eucaristia. Havia apenas alguns bancos dispersos para que os idosos se sentassem.

Nas igrejas medievais, o púlpito (isto é, local onde o padre fazia o sermão) e o sacrário (onde se guardam as hóstias consagradas, também chamadas santíssimo, pois são o Corpo de Cristo) eram colocados no meio da igreja e os leigos tinham de caminhar até lá para ouvir a homilia do sacerdote.

Durante a celebração, havia tantos movimentos que ninguém – nem mesmo o padre – tinha a oportunidade de se sentar. E os bancos dificultariam, em espacial, o ato de ajoelhar-se.

Invento tem 500 anos
Os bancos foram inseridos na estrutura das igrejas cristãs depois da Reforma Protestante (no século XVI, de que resultou a divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o protestantismo), em particular nas igrejas da Grã-Bretanha.

Na maioria das igrejas protestantes, o foco deixou de estar nos gestos litúrgicos, e centrou-se no sermão dado pelo pastor. A interpretação da Bíblia pelo pastor local era o centro das liturgias, o que deu origem a longos discursos no púlpito.

Os bancos foram introduzidos gradualmente. Porque era caro instalá-los, indivíduos ou famílias compravam os assentos e mandavam reservá-los com com o seu nome ou mandavam registar a sua oferta com uma placa alusiva.

Mais tarde, quando as igrejas já podiam pagar a instalação de assentos, elas ainda dependiam dos paroquianos e começaram a “alugar” bancos. Esta prática foi levada da Inglaterra para os Estados Unidos e adotada pela Igreja Católica.

Há igrejas sem bancos
Os assentos não foram facilmente adotados pelos cristãos bizantinos ou ortodoxos. Até hoje, a maioria das igrejas orientais não tem bancos e defende vigorosamente a escolha. Uma publicação ortodoxa explica as razões espirituais pelas quais elas se recusam a ter esse tipo de assento em suas igrejas.
«Os bancos incentivam os leigos a permanecer nos seus lugares, a observar passivamente o que está acontecer à sua frente, onde o clero executa a Liturgia. Os bancos de igreja têm o mesmo propósito que os assentos dos cinemas e das bancadas de estádios; nós nos sentamos neles para vermos profissionais: o clero e os servos de altar profissionalmente treinados, enquanto o coro – também profissionalmente treinado – canta para o nosso entretenimento.»
Fonte: Aleteia.org

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