Na casa de José e Maria, em Nazaré, havia dois cachorrinhos.
Foi a prenda deles para Jesus, o Filho de Deus, que Maria concebeu.
Todos os dias, os cães saíam a passear com os donos,
sobretudo com Jesus, e eram tantas as diversões com as crianças da vizinhança.
Os cães corriam para as crianças e, ao serem chamadas pelos
seus nomes, voltavam a correr com a língua de fora e a mover a cauda até junto
de Jesus.
Mas a vida dos cachorros não era só brincadeira. Eles também
cuidavam da casa. Se um estranho aparecesse ao portão, a família era alertada
pelos latidos nervosos dos cães.
Uma vez por semana, Maria, José ou Jesus enchiam uma bacia
com água e sabão e davam um bom banho aos seus cachorros. Depois do banho, os
cães sacudiam-se bastante até que toda a água do pelo desaparecesse. O que
vinha depois era o melhor, pois recebiam um prato grande de comida e água fresca.
Mesmo estando bem alimentados, os cães gostavam de recostar-se
debaixo da mesa da cozinha à hora das refeições. Sim, porque enquanto os donos
comiam, caía sempre alguma migalha, algum pedaço de alimento, e eles deliciavam-se
com aquelas sobras.
Jesus sorria sempre, observando os cães a comer as migalhas
que caíam da mesa. E algumas vezes até lhe dava da sua própria comida, só para
os ver a comer com satisfação.
Por isso, um dia, quando andava com os apóstolos a anunciar
o Reino de Deus e foi para os lados de Tiro e Sidónia, um acontecimento fez com
que Ele se lembrasse daquelas cenas.
Uma mulher cananeia estava muito angustiada, porque ela tinha
uma única filha e a menina estava muito doente. Tão doente que todos pensavam
que ela morreria.
Ao ver Jesus, suplicou-lhe a mulher: «Por favor, Jesus, socorre-me!
A minha filha está muito doente!»
Num primeiro instante, em vez de atender ou, até, de acompanhar
a mulher para ver a menina, Jesus apenas lhe disse: «Não posso ajudá-la, porque
vocês não fazem parte do povo de Deus.» Depois, usou uma metáfora: «Os pais não
tiram a comida dos filhos para dar aos cachorros.»
Então, a mulher respondeu imediatamente: «É verdade, Jesus.
Mas os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos filhos. Senhor, não
tens alguma migalha de atenção e cura para a minha filhinha?»
E Jesus comoveu-se. E respondeu-lhe: «Mulher, é grande a tua
fé. Faça-se como desejas.» E, a partir daquele momento, a filha dela ficou
curada.
Jesus não queria ofender aquela mulher com as Suas palavras
e atitudes. O que Ele disse e fez era o normal naquela época. Pensava-se que Deus
só podia ajudar quem era judeu, e Jesus era judeu e, portanto, só deveria ajudar
as pessoas do seu povo.
Todavia, ainda hoje há pessoas que pensam que Jesus só pode
abençoar quem é católico, quem frequenta a sua Igreja, quem é da sua família ou
seus amigos.
Mas a mulher possuía uma coisa que é universal. Tinha fé. E
pela fé sabia que Deus ama todas as pessoas do mundo e está disposto a ajudar qualquer
um que tenha fé Nele!
Jesus sentiu-Se tocado ao ouvir as palavras daquela mulher.
Se ele estimava muito os seus cães, que nem sequer lhe mendigavam migalhas, quanto
mais não deveria demostrar todo o seu amor àquela mulher e à sua filha,
concedendo-lhes o que pediam.
Jesus curou a menina, ouvindo o pedido daquela mãe, Ele
também ouve hoje os nossos pedidos, por nós ou pelos outros, quando feitos com
fé.
Adaptado de http://ensinobiblicoinfantilnani.blogspot.pt

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