Quatro testemunhos para celebrar os 21 anos da Associação Fraternitas Movimento


Em ação de graças, comemoramos vinte e um anos do primeiro retiro para presbíteros dispensados do exercício, convocado pelo saudoso Cónego Filipe de Figueiredo. Aconteceu de 1 a 4 de agosto de 1996.

O “sonho” fez-se realidade...
Não terminou!
Agora é — o nosso sonho!
E a vida alimenta-se de sonhos.
Este sonho arrebata-nos,
Ganha forma,
Enche o coração.

Objectivo: dignidade.
Verdade, transparência...
E justiça!
Amamos esta Igreja,
Que não vê a seara
E se fecha ao Espírito.

Moisés viu de longe a terra prometida...
Não teve forças!
É Josué a conduzir o povo até Canaã...
O objectivo foi cumprido!

Hoje, uma luz no fundo do túnel
É certeza que a resignação não é caminho.
A luta — vale a pena!
Poderemos não ver a terra prometida,
Mas vislumbrá-la... de longe...
Já alivia a caminhada.

Recordamos companheiros!
Heróis? Sofreram, solidários:
Não vencidos!
Acreditaram nesta 'terra prometida'.
A causa é justa.
Seremos dignos da sua memória!
Obrigado, cónego Filipe!
Obrigado, Gouveia
E a todos os que contribuíram
Para um rosto novo, de misericórdia
Nesta Igreja,
Que amamos.
Joaquim Soares

Obrigado, Fraternitas, por todo o muito que nos deste
desde que contigo nascemos, a nós, enquanto casal, e a mim, enquanto padre no silêncio — também S. José exerceu o seu ministério em silêncio.
Obrigado, Fraternitas, por me teres proporcionado o reativar da minha vocação que até há 21 anos estava como brasas escondidas debaixo das cinzas do caminhar do tempo.

Obrigado, santo Padre Filipe, sobre quem chorei convulsivamente quando a tua sobrinha Sofia me disse que o Senhor te tinha chamado;

obrigado por teres seguido a voz do Espírito quando Ele te segredou que te interessasses por estas ovelhas esquecidas que o Bom Pastor queria congregar para que o Pai fosse glorificado (Jo 15, 8);

obrigado por desde o princípio teres compreendido que nós éramos padres casados e por isso nós éramos nós e as nossas mulheres;
obrigado por teres mobilizado a Igreja para dar à Fraternitas um apoio raro, senão único e por assim teres feito nosso princípio a colaboração, a construção, a união.

Obrigado, Senhor, por esta união de vidas a partir do Sacramento que é a Fraternitas, pelas nossas histórias que, todas juntas, serpenteiam montanha acima, pegando umas nas outras, em direção a Ti, Senhor;

obrigado por todo o bem que nos temos feito uns e umas aos outros e outras, por todo o amparo mútuo, por tudo o que rimos em conjunto e também pelo que temos chorado uns e umas com as lágrimas dos outros e das outras.

Obrigado, Maria, Mãe que o teu Filho nos deu (Jo 19, 26-27), por nos teres reunido a todos sob o teu olhar, por teres mediado as muitas graças que recebemos do teu Filho, por teres assistido ao nascimento da Fraternitas e ao seu crescimento: abençoa-nos agora que a Fraternitas chegou à idade adulta, para que ela continue, forte, a espalhar o amor de Deus, teu Filho, pela força do Sacramento que recebemos e no qual as nossas mulheres comungam.

Obrigado por nos encontrarmos em Ti, Senhor, na tua Fraternitas, nós os teus irmãos e irmãs: abençoa o nosso futuro como abençoaste os vinte anos que vivemos juntos ao redor de Ti.
Ámen, aleluia!
Francisco e Maria José Sousa Monteiro

Damos graças a Deus por estes 21 anos de existência da FRATERNITAS; honramos o nome do grande e generoso irmão que foi o Padre Filipe de Figueiredo com quem combinei este nome de FRATERNITAS, e, quase diríamos sobretudo, louvar a disposição em que se encontra actualmente a FRATERNITAS em “olhar o futuro”, com inteligência e com fortaleza.

A inteligência levar-nos-á a passar da cepa torta e deixarmo-nos, de vez, de ter saudades das “cebolas do Egipto”. Se o nosso “profetismo” até aqui foi continuarmos fiéis à Comunidade de Fé que é (deve ser) a Igreja (apesar de tudo), o nosso futuro “profetismo” poderá vir a ser irmos, pelos meios ao nosso dispor, ao encontro daqueles que “acreditam mas não praticam”, mas, sobretudo, daqueles que desejariam acreditar e não tem quem os aceite, esclareça e ajude. E nós, pela nossa formação e estilo de vida, estamos mais do que indicados para isso. Não é com o “formalismo” predominante nem com o “psitacismo” atávico de muitas das nossas comunidades católicas paroquiais, que alguma vez poderemos reunir os “filhos dispersos” do nosso Bom Deus – nem os que desconhecem a Pessoa, o Exemplo e a Mensagem do nosso irmão e Senhor Jesus. E aqui entra a fortaleza, a muita fortaleza que será preciso pôr em prática. Em frente, pois!
Um grande e fraterno Xi-coração para todos dos
Antonieta & Artur
Há vinte e um anos estivemos no primeiro retiro
orientado por D. Serafim Ferreira e Silva...
Saboreamos a comunhão de todos...
D. Serafim comunicou com gestos e palavras saídas do coração... Acolheu a todos com muita estima...

O tempo foi passando e não marcamos presença física, mas estivemos sempre unidos na graça divina...

Penso que todos nós sentimos a imposição das mãos, a unção e invocação do Espirito Santo do dia da ordenação...

Somos felizes em novo estado e caminhamos com carismas diversos... 

No JUBILEU DA MISERICÓRDIA, segundo recente entrevista dum bispo, devíamos voltar ao altar...

Somos caminheiros da verdade, bondade e beleza e encontramos referências, sinais, vozes e sons de eternidade que contribuem para a harmonia existencial, para verdadeira estrutura antropológica...

A FÉ ilumina todos os nossos passos que pensamos serem proféticos...

Vamos construindo o REINO DE DEUS, PAI DE TODOS...
José Rodrigues Lima e Maria Amélia Esteves Lima

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