A primeira leitura deste domingo é retirada do Livro de Isaías, e diz: «Sobre este monte, o Senhor do Universo há de preparar para todos os povos um banquete de manjares suculentos. (...) Dir-se-á naquele dia: "Eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação; é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança. Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou. A mão do Senhor pousará sobre este monte.".»
No Evangelho segundo S. Mateus, Jesus conta outra parábola: «O reino dos Céus pode comparar-se a um rei que preparou um banquete nupcial para o seu filho. Mandou os servos chamar os convidados para as bodas, mas eles não quiseram vir. Mandou ainda outros servos, ordenando-lhes: ‘Dizei aos convidados: Preparei o meu banquete, os bois e os cevados foram abatidos, tudo está pronto. Vinde às bodas’. Mas eles, sem fazerem caso, foram um para o seu campo e outro para o seu negócio; os outros apoderaram-se dos servos, trataram-nos mal e mataram-nos. O rei ficou muito indignado e enviou os seus exércitos, que acabaram com aqueles assassinos e incendiaram a cidade. Disse então aos servos: ‘O banquete está pronto, mas os convidados não eram dignos. Ide às encruzilhadas dos caminhos e convidai para as bodas todos os que encontrardes’. Então os servos, saindo pelos caminhos, reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala do banquete encheu-se de convidados. O rei, quando entrou para ver os convidados, viu um homem que não estava vestido com o traje nupcial e disse-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje nupcial?’. Mas ele ficou calado. O rei disse então aos servos: ‘Amarrai-lhe os pés e as mãos e lançai-o às trevas exteriores; aí haverá choro e ranger de dentes’. Na verdade, muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos.»
Reflexão
Segundo a Palavra de Deus, Ele preparou um banquete final para todos os seus filhos, pois deseja ver-nos sentados junto a Ele, desfrutando para sempre de uma vida plenamente ditosa.
No Evangelho, podemos dizer que Jesus entende a vida cristã como a entrega de um grande convite em nome de Deus para essa festa final.
Tal como fez Jesus, ao anunciarmos a Boa Nova de Deus, despertamos a confiança no Pai, e, deste modo, a todos chegará o Seu convite.
Todavia, o que aconteceu ao convite de Deus? Quem o anuncia? Quem o escuta? Onde se fala na Igreja desta festa final?
Satisfeitos com o nosso bem-estar, surdos ao que não sejam os nossos interesses imediatos, já não necessitamos de Deus? Estamos a acostumar-nos pouco a pouco a viver sem necessidade de alimentar uma esperança última?
Satisfeitos com o nosso bem-estar, surdos ao que não sejam os nossos interesses imediatos, já não necessitamos de Deus? Estamos a acostumar-nos pouco a pouco a viver sem necessidade de alimentar uma esperança última?
Jesus era realista. Sabia que o convite de Deus pode ser rejeitado
Na parábola “dos convidados ao casamento” fala-se de diversas reações dos convidados. Uns rejeitam o convite de forma consciente e rotunda: “Não quiseram vir”. Outros respondem com absoluta indiferença: “Não fizeram caso”. Importam-lhes mais as suas terras e negócios.
Na parábola “dos convidados ao casamento” fala-se de diversas reações dos convidados. Uns rejeitam o convite de forma consciente e rotunda: “Não quiseram vir”. Outros respondem com absoluta indiferença: “Não fizeram caso”. Importam-lhes mais as suas terras e negócios.
Mas, segundo a parábola, Deus não se desalenta. Acima de tudo haverá uma festa final. O desejo de Deus é que a sala do banquete se encha de convidados. Por isso há que ir aos “cruzamentos dos caminhos”, por onde caminham tantas pessoas errantes, que vivem sem esperança e sem futuro. A Igreja deve continuar anunciando com fé e alegria o convite de Deus proclamado no Evangelho de Jesus.
O traje para participar condignamente no banquete
O final da parábola há duas surpresas: os maus também são convidados para o banquete. E a expulsão do homem que não se encontra vestido com o traje de festa!
Se no primeiro caso, fica evidente a natureza magnânima de Deus, no segundo caso ficamos chocados e atemorizados.
Todavia, é preciso evocar o tema das vestes no conjunto da Bíblia. É um tema que começa logo no início.
No livro do Génesis fala-se da vergonha de Adão e de Eva quando descobrem estarem nus. É uma nudez simbólica: criados para serem «como Deus» (versículo 5), eis que quiseram ser deus e acabam por se verem como a serpente, o mais «astuto» dos animais selvagens (curiosamente, a palavra hebraica para astuto ‘aruwm soa semelhante à palavra hebraica para nu ‘arowm). E a eles, despojados e sem defesa, é Deus quem finalmente os vestirá.
No outro extremo da Bíblia, no Apocalipse, vamos encontrar a nova humanidade vestida com a túnica branca, símbolo da vida justa (isto é, ajustada ao modo de ser de Deus) e que se consagrou ao testemunho do Evangelho também entre oposições, indiferenças e perseguições, até ao ponto de dar a própria vida.
E, no contexto do Evangelho, que se refere a uma boda, poder-se-ía dizer que o traje que Jesus gostaria de ver nos homens é o dos amigos do noivo, e, nas mulheres, o da noiva.
O traje para participar condignamente no banquete
O final da parábola há duas surpresas: os maus também são convidados para o banquete. E a expulsão do homem que não se encontra vestido com o traje de festa!
Se no primeiro caso, fica evidente a natureza magnânima de Deus, no segundo caso ficamos chocados e atemorizados.
Todavia, é preciso evocar o tema das vestes no conjunto da Bíblia. É um tema que começa logo no início.
No livro do Génesis fala-se da vergonha de Adão e de Eva quando descobrem estarem nus. É uma nudez simbólica: criados para serem «como Deus» (versículo 5), eis que quiseram ser deus e acabam por se verem como a serpente, o mais «astuto» dos animais selvagens (curiosamente, a palavra hebraica para astuto ‘aruwm soa semelhante à palavra hebraica para nu ‘arowm). E a eles, despojados e sem defesa, é Deus quem finalmente os vestirá.
No outro extremo da Bíblia, no Apocalipse, vamos encontrar a nova humanidade vestida com a túnica branca, símbolo da vida justa (isto é, ajustada ao modo de ser de Deus) e que se consagrou ao testemunho do Evangelho também entre oposições, indiferenças e perseguições, até ao ponto de dar a própria vida.
E, no contexto do Evangelho, que se refere a uma boda, poder-se-ía dizer que o traje que Jesus gostaria de ver nos homens é o dos amigos do noivo, e, nas mulheres, o da noiva.


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