«O povo de Deus gosta e precisa de ver que os seus padres se amam e vivem como irmãos», diz Papa Francisco

«Queridos sacerdotes (também chamados padres ou presbíteros), o povo de Deus gosta e precisa de ver que os seus presbíteros se amam e vivem como irmãos; povo de Deus gosta e precisa de um clero unido, fraterno e solidário, em que os padres enfrentam juntos os obstáculos, sem deixar-se levar pela tentação do protagonismo ou do carreirismo», disse o Papa Francisco, no discurso ao receber em audiência a Comunidade do Pontifício Colégio Pio Brasileiro de Roma, por ocasião dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida.

Na alocução, referiu que há quatro pilares que sustentam a vida de um presbítero: as dimensões espiritual, académica, humana e pastoral (ler carta Pastores dabo vobis, n.ºs 43-59). 

Como então manter o equilíbrio entre esses quatro pilares fundamentais da vida dos presbíteros?

Nas dimensões intelectual, pastoral e humana (...), os presbíteros não se esqueçam que antes de serem mestres e doutores, são padres, pastores do povo de Deus! E precisam de cuidar da vida espiritual: a missa diária, a oração quotidiana, a leitura orante da Bíblia, a oração pessoal com o Senhor, a recitação do terço.

O remédio mais eficaz contra o desequilíbrio nos padres é a fraternidade sacerdotal. De facto, pela ordenação sacerdotal, os presbíteros participam do único sacerdócio de Cristo e formam uma verdadeira família (ver n.º 82 da Ratio Fundamentalis para a formação sacerdotal).

Na prática, isso significa que os membros da Igreja, tanto o bispo, como os presbíteros, os religiosos, como os leigos, praticam a caridade, em primeiro lugar, quando velam pelo bem do irmão que é sacerdote: «Carregai os fardos uns dos outros; assim cumprireis a Lei de Cristo», escreveu São Paulo aos Gálatas (Gl 6, 2).

Alguns gestos da caridade "obrigatórios" numa paróquia para com o presbítero, sugeridos pelo Papa Francisco:
- rezar juntos
partilhar as alegrias e desafios da vida
- ajudar àqueles que sofrem mais com as saudades
- sair juntos para passear
- viver como família, como irmãos, sem deixar ninguém de lado, sobretudo aqueles que passam por alguma crise ou, quem sabe, têm comportamentos repreensíveis.

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