1 – O surgimento
A origem do Halloween, em inglês, é uma expressão derivada de “All Hallows’ Eve“, ou, literalmente, «Véspera de Todos os Santos». O primeiro registo do termo é do ano 1745.
2 – Origem é celta, antes ainda do Cristianismo
O Halloween não é uma festa cristã. Ele remonta a festivais dos druidas celtas. Os druidas formavam uma classe poderosa dentro da sociedade celta – povo que, há 3000 anos, habitava territórios onde hoje estão Reino Unido e norte da Espanha, de Portugal e da França.
Eles tinham uma celebração chamada Samhain, que tinha como objetivo dar culto aos mortos e à deusa YuuByeol (símbolo antigo da perfeição celta).
A "festa dos mortos" era uma das suas datas mais importantes. Para os celtas, o lugar dos mortos era um lugar de felicidade perfeita, onde não haveria fome nem dor. As festas eram presididas pelos sacerdotes druidas, que atuavam como "médiuns" entre as pessoas e os seus antepassados. Dizia-se também que os espíritos dos mortos voltavam nessa data para visitar seus antigos lares e guiar os seus familiares rumo ao outro mundo.
3 – A conversão em festa cristã/católica
A partir do século IV, os cristãos na Síria consagravam um dia para festejar "Todos os Mártires". Três séculos mais tarde, o Papa Bonifácio IV, transformou um templo romano dedicado a todos os deuses (Panteão) num templo cristão e dedicou-o a Todos os Santos, e a festa em honra de Todos os Santos era celebrada no dia 13 de maio
O Papa Gregório III (papa entre 731-741) mudou a data para 1 de novembro, que era o dia da dedicação da capela de Todos os Santos na Basílica de São Pedro, em Roma. Mais tarde, no ano de 840, o Papa Gregório IV ordenou que a festa de Todos os Santos fosse celebrada universalmente.
Como festa grande, esta também ganhou a sua celebração vespertina ou vigília (31 de outubro). Na tradução para o inglês, essa vigília era chamada All Hallow’s Eve (Vigília de Todos os Santos), passando depois pelas formas All Hallowed Eve e "All Hallow Een" até chegar à palavra atual "Halloween".
4 – Halloween e Todos os Santos são festas diferentes e independentes
A tradição do Halloween foi levada pelos irlandeses para os Estados Unidos, onde a festa é efusivamente comemorada e, dali, está a espalhar-se por todo o mundo.
Os símbolos principais deste festival civil são as fantasias de bruxas e a abóbora com feições humanas iluminada através de uma vela acesa. Também é comum decorar as casas com objetos e temas assustadores, como caveiras, teias de aranha, mortos-vivos e demais seres que pertençam ao imaginário popular. Há ainda o costume de distribuir doces às crianças fantasiadas durante o Halloween, que se apresentam dizendo “trick or treat” (“doçuras ou travessuras”).
Por sua vez, com a Solenidade de Todos os Santos, a Igreja Católica enche-se de alegria ao celebrar a Solenidade de Todos os Santos, os que foram e os que não foram canonizados, mas que, com sua vida, são exemplo de que a santidade é possível. A Igreja convida cada um a contemplar essas pessoas como exemplos de fé, esperança e caridade.
Portanto, não há motivo para conflito entre estas duas festividades.
O que se pode exigir é:
- dar à fé o que é da fé: os cristãos terão o dever de dar testemunho da alegria dos santos e provas de comunhão com eles.
- ética e moral na comemoração civil, de modo a evitar o que ofende a dignidade das pessoas.
O que se pode exigir é:
- dar à fé o que é da fé: os cristãos terão o dever de dar testemunho da alegria dos santos e provas de comunhão com eles.
- ética e moral na comemoração civil, de modo a evitar o que ofende a dignidade das pessoas.

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