«As comunidades paroquiais respeitam mais um padre por ser celibatário? E se fosse chefe de família?»
Quando me perguntam sobre o celibato dos padres, respondo que, quando a Igreja entender que a encarnação da Palavra for melhor testemunhada e vivida com padres casados, que se altere a lei canónica.
Quem estudou um pouco de Teologia ou História da Igreja sabe que os cristãos católicos de Rito Oriental ou Bizantino têm sacerdotes casados. E que a Igreja de Rito Latino já os teve. O celibato tornou-se obrigatório para os padres não monásticos (estes, como frades, vivem em comunidade) porque havia como que uma "contaminação" pelas tentações que o homem comum sofria. Como os celibatários estavam mais "distantes" destas tentações, a Igreja optou pelos não-casados, para evitar tantas situações de escândalo.
Porém, será que hoje o celibato é fundamental para manter a "dignidade sacerdotal"? As comunidades paroquiais respeitam mais um padre por ser celibatário ou chefe de família? Aquele que aconselha os casais da sua paróquia é tido mais em conta sendo casado ou célibe? Se o padre for autoritário, intolerante ou corrupto, é mais respeitado por ser celibatário ou casado?
São questões que não têm resposta "acertada". Haverão sempre, e graças a Deus, os que optam pela virgindade e pelo celibato. No entanto, os sacerdotes não consagrados, se um dia destes, não forem celibatários, não me escandalizará. O importante é o serviço ao outro. Servindo o outro estamos a servir Jesus. E será por isso que um dia seremos "julgados".
Paulo Victória, em iMissio

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