O jornal italiano Corriere
della Sera publicou, há uns anos, trechos de cartas de crianças dirigidas
ao Menino Jesus. Tratava-se de uma amostra do que costumam escrever nas
redações da escola, nas aulas de catecismo e nos bilhetinhos de final de ano. Na Itália, é o Menino Jesus quem traz os presentes no dia do
Natal.
«Querido Menino Jesus, todos os meus colegas da escola
escrevem para o Pai Natal, mas eu não confio nele. Prefiro-te a Ti.»
«Querido Menino Jesus, obrigado pelo irmãozinho. Mas, na
verdade, eu tinha rezado para ganhar um cachorro.»
«Querido Jesus, porque não inventaste nenhum animal novo nos
últimos tempos? A gente vê sempre os mesmos...»
«Querido Jesus, por favor, põe um pouco mais de férias entre
o Natal e a Páscoa. No meio, agora, está sem nada.»
«Querido Jesus, o padre Mário é teu amigo ou Tu o conheces
só do trabalho?»
«Querido Menino Jesus, por gentileza, mande-me um
cachorrinho. Eu nunca pedi nada antes: podes conferir.»
«Querido Jesus, Caim e Abel não brigariam tanto se tivessem
um quarto para cada um. Com o meu irmão funciona.»
«Querido Jesus, eu gosto muito do Pai-nosso. Escreveste tudo
de uma só vez, ou tiveste de ir apagando? Qualquer coisa que eu escreva, tenho
de refazer um monte de vezes.»
«Querido Jesus, és mesmo invisível, ou é só um truque?»
«Querido Jesus, na
minha opinião, é impossível existir um Deus melhor do que Vocês.»
«Querido Jesus, em vez de fazeres as pessoas morrerem e criar
novas pessoas, porque não ficas com as que já tens?»
«Querido Menino Jesus, não compres os presentes na loja em
baixo no prédio, a mãe diz que eles são ladrões.»
«Querido Jesus, eu estudo na escola que Thomas Edison
inventou a luz. Mas na catequese dizem que foste Tu. Para mim, ele roubou a tua
ideia.»
Que nós nunca percamos esta familiaridade de crianças!
Que o Natal - quadra que hoje termina - nos permita estar com Jesus. Recebê-lo nas
nossas casas, nas nossas vidas, falar com Ele como o melhor amigo.
Vamos imaginar que tivemos a hipótese de entrar na gruta de
Belém, de conversar com Maria e José e de contemplar o Menino Jesus
recém-nascido.
Vamos considerar também que se trata de um Menino especial:
Deus verdadeiro e Homem verdadeiro. Por isso, Ele nos vê e nos conhece, entende
os nossos pensamentos e afetos. Conhece o nosso coração.
Podemos elevar o pensamento aos Céus sempre que desejarmos e
contar a Jesus todas as nossas coisas, expor as nossas dúvidas, pedir ajuda nas
necessidades e sabedoria para resolver os nossos problemas.
Vamos aproximar-nos de Jesus com toda confiança e contar-Lhe
tudo o que precisamos para nós, para as nossas famílias, para as pessoas
doentes ou desamparadas, para as famílias que passam o Natal como refugiados ou
sem um teto ou sem família...

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