Educar é uma aventura que dura a vida toda e em que ninguém é especialista. Contudo, existem pilares fundamentais da boa educação: carinho, compreensão, sentimentos saudáveis de protecção, e tudo o proporcione a maturidade e a segurança racional e emocional nas crianças, que, convém não esquecer, também são parte dos pais: crianças felizes fazem pais felizes, e vice-versa; se a criança sofre, é porque há qualquer doença relacional nos pais, e vice-versa também.
Por isso há que estar atentos às atitudes que enfraquecem o vínculo emocional dos filhos com seus filhos, tais como:
1. Não escutar
As crianças perguntam muito, porque desejam saber e
experimentar, mas também porque querem partilhar o que aprenderam e
experimentaram. Este é o seu modo de compreender tudo o que acontece à sua
volta e no mundo, e o que se espera delas.
Pode acontecer, porém, que quando se aproximam dos pais com
as dúvidas e as novidades, as crianças sejam recebidas com atitudes ou palavras
cujo significado é «agora é inoportuno».
Quando os pais mandam os filhos estar calados ou ficar quietos,
isso fará com que, num curto prazo, deixem de se dirigir a eles, procurem
outros interlocutores ou se fechem na solidão.
2. Castigar, transmitindo falta de autonomia e de confiança
São muitos os pais que relacionam «educação» com «proibição»
ou «punição». Para estes, tudo o que não é igual ao que pensam é proibido e qualquer
erro é castigado.
Este tipo de conduta educativa tem como consequência a falta
de autoestima nas crianças ou estratégias de autodefesa emocional, como raiva,
rancor, insegurança ou violência e autoritarismo na defesa das suas ideias e
projetos.
3. Comparar e rotular
Quando os pais fazem comparações entre irmãos ou confrontam
os filhos com outras crianças, para os ridicularizar ou expor alegadas faltas
de aptidões, de qualidades ou de carácter, isso é doloroso para as crianças e
gera nelas um sentimento interior de inferioridade e de desamor aos pais. Estas
experiências são mais graves quando os comentários são feitos na presença dos
filhos, mas fazendo de conta que não estão presentes.
4. Gritar
Há pais e mães que não sabem dirigir-se de outra forma aos
filhos. Apoiam-se mais no tom de voz do que na explicação dos argumentos.
Os gritos contínuos indicam que não há diálogos, apenas
ordens e críticas.
Fonte: A mente é maravilhosa

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